FUTURO
O bem guardado mistério sobre o futuro de Portugal e dos portugueses poderá ter começado a desvendar-se através de uma notícia breve, publicada na sexta-feira passada.
Com ou sem formação, os portugueses foram condenados ao fim do emprego e à precariedade. Isso já se sabia. Mas agora ficou também a saber-se que a venda de cautelas e a engraxadoria podem ser actividades de futuro em Portugal. Ora isto representa uma clarificação não só para cauteleiros e engraxadores, mas para todos os putativos equiparados: amoladores, plastificadores de cartões, bufarinheiros, biscateiros e serventes podem igualmente dar livre curso ao espírito de empreendedorismo.
Por outro lado, a boa nova abre alargados horizontes ao sentido de desenrascanço dos portugueses que não tardarão a consagrar novas profissões, filhas da crise, por parte da mãe, e do fim do emprego, pelo lado do pai. Antigamente havia o Instituto das Novas Profissões. Agora há o instituto do desenrasca. E com a formação da escola superior do desenrascanço, os portugueses poderão enveredar por ocupações e até mesmo carreiras de futuro como sejam guia turístico ocasional, indicador de ruas, polidor de calçadas, arrumador transeunte, vendedor deambulante, disseminador de publicidade, figurante, mirone, emplastro ou basbaque, agitador de claques, respondente a inquéritos de rua, testemunha ocular, alegada vítima ou mesmo suposto criminoso. Tudo isto, para além de tudo o que representa economicamente, significa um incremento da intervenção social dos portugueses.
A menos que os termos da notícia tenham outros sentidos. E que profissões de futuro sejam os engraxadores - dispostos a dar graxa ao poder - e os cauteleiros - sempre prontos para todas as cautelas de maneira a não levantar ondas.
(João Paulo Guerra, em Diário Económico, de 13-07-2010)
terça-feira, 13 de julho de 2010
o polvo
Recentemente no Porto Canal, Celso Ferreira a contragosto lá "esclareceu" que os dez mil milhões de euros da cidade tecnológica era o investimento no prazo de 20 anos....e que incluia o investimento inicial mais o que isso reproduziria no futuro...
Inicialmente seriam "só" 250 milhões de euros... e para desdizer alguém que no futuro possa querer confrontar as promessas de 2010 com a realidade, ele vai dizendo que a Câmara só funciona como promotor-facilitador e não possui estatuto que o possa fazer concorrer com a Catalunha ou a Westephália na captação de investimento externo...
Eu acredito mais nas capacidades adivinhatórias do polvo.
O PS local também não acredita no projecto mas lança um Zorrinho qualquer para nos fazer acreditar que Natal pode ser um dia qualquer...
Inicialmente seriam "só" 250 milhões de euros... e para desdizer alguém que no futuro possa querer confrontar as promessas de 2010 com a realidade, ele vai dizendo que a Câmara só funciona como promotor-facilitador e não possui estatuto que o possa fazer concorrer com a Catalunha ou a Westephália na captação de investimento externo...
Eu acredito mais nas capacidades adivinhatórias do polvo.
O PS local também não acredita no projecto mas lança um Zorrinho qualquer para nos fazer acreditar que Natal pode ser um dia qualquer...
domingo, 11 de julho de 2010
quinta-feira, 8 de julho de 2010
DEPOIS DA JORNADA DE LUTA, UMA SINGULAR INICIATIVA CULTURAL
GALA DE ÓPERA EM S.PEDRO DA COVA
Quinta-Feira , 8 de Julho ,21h30
Largo da Feira de Vila Verde (S. Pedro da Cova)
Abertura do Festival Gasómetro
e
Sessão de Aniversário Elevação S. Pedro da Cova a Vila
Com Círculo Portuense de Ópera, que interpreta Árias dos seguintes compositores: Donizetti, Mozart, Bellini, Bizet, Verdi, e Puccini
Uma iniciativa com características únicas. Pela primeira vez em S. Pedro da Cova, ao vivo e em recinto aberto.
Co-organização (abertura) - Associação Estrelas de Silveirinhos e Junta de Freguesia de S. Pedro da Cova
O Festival Gasómetro decore nos dias 8, 9, 10 e 11 de Julho, e é organizado pela Associação Estrelas de Silveirinhos.
Quinta-Feira , 8 de Julho ,21h30
Largo da Feira de Vila Verde (S. Pedro da Cova)
Abertura do Festival Gasómetro
e
Sessão de Aniversário Elevação S. Pedro da Cova a Vila
Com Círculo Portuense de Ópera, que interpreta Árias dos seguintes compositores: Donizetti, Mozart, Bellini, Bizet, Verdi, e Puccini
Uma iniciativa com características únicas. Pela primeira vez em S. Pedro da Cova, ao vivo e em recinto aberto.
Co-organização (abertura) - Associação Estrelas de Silveirinhos e Junta de Freguesia de S. Pedro da Cova
O Festival Gasómetro decore nos dias 8, 9, 10 e 11 de Julho, e é organizado pela Associação Estrelas de Silveirinhos.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
segunda-feira, 5 de julho de 2010
INTERROGAÇÕES E ANGÚSTIAS DE UM LEIGO
INTERROGAÇÕES E ANGÚSTIAS DE UM LEIGO
A recente apresentação no Auditório da Casa da Cultura de Paredes do Projecto da Cidade Inteligente constituiu a meu ver um exercício raro de incapacidade de concretizar uma ideia, expondo-a com verdade.
Afinal no início todos se interrogavam: o que era a Cidade Inteligente?
A sessão foi pouco clarificadora. No fim pergunta-se: que “Cidade Inteligente” irá existir no futuro?
Uma promotora, a Living PlanIt, dispõe-se a dar origem a uma cidade tecnológica a construir dentro de 2 a 3 anos, chamada Planit Valley. Um dos primeiros inquilinos da cidade visionária é a Cisco Systems com quem a Planit Valley assinou uma carta de intenções para a construção de um Centro de inovação Global para serviços em rede.
Onde se localizará a cidade das novas tecnologias? Em 17 km2, em terrenos das freguesias de Parada de Todeia, Recarei, Sobreira e Aguiar de Sousa, do sul do Concelho de Paredes. Em terrenos ainda não adquiridos, indefinida a entidade aquisitora (Câmara Municipal? Planit Valley? Ambas?) embora se fale em financiamento bancário. A 1.ª fase do projecto reserva o direito de se instalar em 40 ha, com investimentos de 10 mil milhões de euros, com dezenas de milhar de postos de trabalho e 12.000 parceiros de pequenas e médias empresas .
O Secretário de Estado da Energia e Inovação Carlos Zorrinho apadrinhou a iniciativa, deixando expressas palavras de indesmentível entusiasmo. Certamente muito mais foi dito, mas a ausência de tradução das intervenções em Inglês de alguns dos mais importantes protagonistas dificultou a busca dos contornos reais do Projecto. Acresce que o tempo previsto no convite para perguntas e respostas se reduziu a uma informal conferência de imprensa nos Jardins da Casa da Cultura dada pelos protagonistas estrangeiros á comunicação social, sem presença ou participação do restante público.
Há perguntas que não sendo até à data respondidas deixam forte dúvidas no ar.
Qual a verdadeira dimensão do empreendimento, área envolvida e limitação funcional /administrativa da nova cidade?
Qual a política de expropriações, compra de terrenos, direitos dos proprietários que não querem vender as suas propriedades?
Quais as alterações do PDM concelhio?
Quais as mais valias criadas para as freguesias e populações, serviços comuns com a nova Cidade, e dividendos das empresas localizadas na Cidade inteligente?
Alega-se que há muito caminho andado, muito estudo elaborado, muito projecto parcelar. Não duvidamos. Refere-se a existência de um necessário sigilo, uma confidencialidade benéfica. Sabe-se contudo que o interesse público exige respostas adequadas, transparentes e não dúbias. Não se compreende que as autarquias locais, as freguesias, não sejam informadas.
Sendo o Projecto assim exposto tão importante pelo investimento propalado, pela criação de postos de trabalho anunciada e pelo prestígio nacional que se anteveria, não se compreende a ausência das principais figuras do Executivo, como Primeiro Ministro, o Ministro da Economia, o Ministro das Finanças, o Ministro da Ciência e Tecnologia, o Ministro do Trabalho, os responsáveis do Comércio Externo.
Igualmente não se compreende o alheamento das principais empresas nacionais da área tecnológica e de informação como a Portugal Telecom, a Sonae.
Ou melhor, tudo se compreenderá no futuro.
Na Assembleia Municipal começaremos a colocar as perguntas necessárias. E proponho desde já uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal para tratar deste tema. E para os que invocam a redução da despesa do seu funcionamento, fica a sugestão da dispensa de pagamento das senhas de presença.
Cristiano Ribeiro
A recente apresentação no Auditório da Casa da Cultura de Paredes do Projecto da Cidade Inteligente constituiu a meu ver um exercício raro de incapacidade de concretizar uma ideia, expondo-a com verdade.
Afinal no início todos se interrogavam: o que era a Cidade Inteligente?
A sessão foi pouco clarificadora. No fim pergunta-se: que “Cidade Inteligente” irá existir no futuro?
Uma promotora, a Living PlanIt, dispõe-se a dar origem a uma cidade tecnológica a construir dentro de 2 a 3 anos, chamada Planit Valley. Um dos primeiros inquilinos da cidade visionária é a Cisco Systems com quem a Planit Valley assinou uma carta de intenções para a construção de um Centro de inovação Global para serviços em rede.
Onde se localizará a cidade das novas tecnologias? Em 17 km2, em terrenos das freguesias de Parada de Todeia, Recarei, Sobreira e Aguiar de Sousa, do sul do Concelho de Paredes. Em terrenos ainda não adquiridos, indefinida a entidade aquisitora (Câmara Municipal? Planit Valley? Ambas?) embora se fale em financiamento bancário. A 1.ª fase do projecto reserva o direito de se instalar em 40 ha, com investimentos de 10 mil milhões de euros, com dezenas de milhar de postos de trabalho e 12.000 parceiros de pequenas e médias empresas .
O Secretário de Estado da Energia e Inovação Carlos Zorrinho apadrinhou a iniciativa, deixando expressas palavras de indesmentível entusiasmo. Certamente muito mais foi dito, mas a ausência de tradução das intervenções em Inglês de alguns dos mais importantes protagonistas dificultou a busca dos contornos reais do Projecto. Acresce que o tempo previsto no convite para perguntas e respostas se reduziu a uma informal conferência de imprensa nos Jardins da Casa da Cultura dada pelos protagonistas estrangeiros á comunicação social, sem presença ou participação do restante público.
Há perguntas que não sendo até à data respondidas deixam forte dúvidas no ar.
Qual a verdadeira dimensão do empreendimento, área envolvida e limitação funcional /administrativa da nova cidade?
Qual a política de expropriações, compra de terrenos, direitos dos proprietários que não querem vender as suas propriedades?
Quais as alterações do PDM concelhio?
Quais as mais valias criadas para as freguesias e populações, serviços comuns com a nova Cidade, e dividendos das empresas localizadas na Cidade inteligente?
Alega-se que há muito caminho andado, muito estudo elaborado, muito projecto parcelar. Não duvidamos. Refere-se a existência de um necessário sigilo, uma confidencialidade benéfica. Sabe-se contudo que o interesse público exige respostas adequadas, transparentes e não dúbias. Não se compreende que as autarquias locais, as freguesias, não sejam informadas.
Sendo o Projecto assim exposto tão importante pelo investimento propalado, pela criação de postos de trabalho anunciada e pelo prestígio nacional que se anteveria, não se compreende a ausência das principais figuras do Executivo, como Primeiro Ministro, o Ministro da Economia, o Ministro das Finanças, o Ministro da Ciência e Tecnologia, o Ministro do Trabalho, os responsáveis do Comércio Externo.
Igualmente não se compreende o alheamento das principais empresas nacionais da área tecnológica e de informação como a Portugal Telecom, a Sonae.
Ou melhor, tudo se compreenderá no futuro.
Na Assembleia Municipal começaremos a colocar as perguntas necessárias. E proponho desde já uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal para tratar deste tema. E para os que invocam a redução da despesa do seu funcionamento, fica a sugestão da dispensa de pagamento das senhas de presença.
Cristiano Ribeiro
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Assembleia Municipal de Paredes,
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domingo, 4 de julho de 2010
DA LEITURA DOS JORNAIS
“A ( ..).notícia dava conta da conquista da Cisco (o gigante mundial das redes de computadores) para um mirabolante projecto localizado em Paredes. Garantem os promotores, com a conivência da autarquia e do Governo, que vai nascer ali uma nova cidade altamente tecnonológica, “verde” como se impõe, num investimento que atingirá dez mil milhões de euros. 10 000 000 000! Quantoas empresas Vao lá estar em 2015? Doze mil, dizem eles. Até agora nem um cêntimo dessa fortuna foi desembolsado por nenhum investidor e a Cisco, mais do que investir, propõe-se vender equipamentos e serviços. Muitos. Faz ela bem, é o seu negócio. A Câmara assegura que consegue financiamento para comprar os terrenos. Afinal Portugal é aquele pequeno país onde houve dinheiro para o Magalhães, porque não para isto também? Leiam os comentários que vão surgindo e constate-se como esta visão do paraíso intoxica até mentes habitualmente lúcidas”.
Tiago Azevedo Fernandes (Engenheiro), no JN de 1 de Julho de 2010
COMO SE FOSSE LILI CANEÇAS
Será que alguém sabe o que é a Porta do Design Hub-Paredes, que tem por objectivo a territorialização, ao nível do contexto urbano, através da criação de um espaço iónico no centro da cidade, numa lógica de laboratório urbano vivo (“living lab”) onde o design impera? Sim, todos sabemos.
Será que alguém sabe o que é uma Incubadora para o Design de Mobiliário e Artes Decorativas e Oficinas Criativas, com outras funções de carácter criativo e multidisciplinar? Sim, todos sabemos.
Será que alguém sabe o que é uma nova centralidade na Região Norte, com um polo urbano criativo, focado no design de mobiliário e artes decorativas? Sim, todos sabemos.
Será que alguém sabe o que é um Circuito Aberto de Arte Pública e Regeneração Urbana do Centro da Cidade de Paredes? Sim, todos sabemos.
Já nos explicaram tudo. É assim como uma mulher de meia idade, disposta a mudar de visual parta renovar a imagem e conservar-se jovem. Com o chamado “lifting facial”.
Imaginem a Lili Caneças. A seu modo, vai ser Paredes no futuro. Intervenções mais ou menos cirúrgicas no tecido urbano. Concursos públicos, projectos, prémios, muita reflexão e análise.
Um discurso qualificado a prometer um criativo vazio de realizações.
Paredes e o lifting facial, como se de máscaras se pudesse construir o futuro.
Paredes e a silicónica tentativa de esconder as rugas, as estrias, a flacidez, a celulite.
Paredes e a incapacidade de se limpar, se assoar, se assumir como verdadeiramente renovada.
O discurso e a imagem real.
Hub...seja lá o que isto seja.
Cristiano Ribeiro
Será que alguém sabe o que é uma Incubadora para o Design de Mobiliário e Artes Decorativas e Oficinas Criativas, com outras funções de carácter criativo e multidisciplinar? Sim, todos sabemos.
Será que alguém sabe o que é uma nova centralidade na Região Norte, com um polo urbano criativo, focado no design de mobiliário e artes decorativas? Sim, todos sabemos.
Será que alguém sabe o que é um Circuito Aberto de Arte Pública e Regeneração Urbana do Centro da Cidade de Paredes? Sim, todos sabemos.
Já nos explicaram tudo. É assim como uma mulher de meia idade, disposta a mudar de visual parta renovar a imagem e conservar-se jovem. Com o chamado “lifting facial”.
Imaginem a Lili Caneças. A seu modo, vai ser Paredes no futuro. Intervenções mais ou menos cirúrgicas no tecido urbano. Concursos públicos, projectos, prémios, muita reflexão e análise.
Um discurso qualificado a prometer um criativo vazio de realizações.
Paredes e o lifting facial, como se de máscaras se pudesse construir o futuro.
Paredes e a silicónica tentativa de esconder as rugas, as estrias, a flacidez, a celulite.
Paredes e a incapacidade de se limpar, se assoar, se assumir como verdadeiramente renovada.
O discurso e a imagem real.
Hub...seja lá o que isto seja.
Cristiano Ribeiro
DESPESAS “TEOLÓGICAS”
Um eleito do PS na Assembleia de Freguesia de Castelões de Cepeda, freguesia de Paredes, surpreendeu a Sessão Ordinária da respectiva Assembleia de Freguesia com uma proposta: atribuir uma prenda comemorativa dos 25 anos do exercício de sacerdócio ao Sr. Padre Vitorino, responsável pela paróquia. E com a proposta para votação, trazia já um recibo da compra de uma salva de prata, no valor de 156 Euros.
Os eleitos votaram por unanimidade a pré-anunciada prenda. E o Presidente da Junta explicitou ser essa a prenda da Assembleia de Freguesia, a que se seguiria uma prenda da própria Junta de Freguesia.
Estamos perante uma inovadora interpretação da utilização dos bens e recursos públicos. Os orgãos autárquicos são utilizados para o exercício de louvaminhas, prebendas e estatuto especial, a que alguns se acham autorizados, independentemente do hipotético mérito de um julgamento particular de apreço.
Nunca deverá ter passado pelo discernimento do jovem eleito do PS a simples ideia de que se quereria homenagear alguém o deveria fazer a título individual ou mobilizando a comunidade local que lhe é afecta ou fazendo participar os eleitos da Assembleia de Freguesia a título individual na despesa, o que daria 12 Euros a cada. O mandato popular destina-se a servir os interesses da população, nos estritos conteúdos da lei.
Mas para alguns isto é muito profundo, não é?
Cristiano Ribeiro
AOS TRABALHADORES DA Z.S. Mobiliário (Rebordosa)
Os 12 trabalhadores da Z.S. Mobiliário, foram surpreendidos no dia 26 de Junho, pelo patrão desta empresa a tentar retirar as maquinas da fabrica, os trabalhadores por terem dois meses de salário em atraso, estão de vigília junto à empresa, com coragem enfrentaram o patrão e impediram-no de levar por diante os seus intentos.
Parece-nos que a conduta da gerência desta empresa, evidencia uma clara atitude de má-fé para com as trabalhadoras e a tentativa de fugir às suas responsabilidades legais, nomeadamente ao pagamento dos salários que estão em falta.
A Comissão Concelhia de paredes do Partido Comunista Português manifesta a sua solidariedade com os trabalhadores e suas famílias e disponibilidade para intervir na defesa dos seus interesses.
Neste sentido o PCP irá solicitar ás autoridades competentes, uma intervenção urgente, no sentido de repor a legalidade e de minorar o impacto das consequências desta criminosa e desumana atitude. Para além disso o Grupo Parlamentar do PCP vai apresentar na Assembleia da República um requerimento que visa salvaguardar os direitos dos trabalhadores.
Consideramos que os trabalhadores devem manter-se unidos, exigindo da empresa soluções para a resolução dos problemas existentes.
Este processo foi conduzido pela empresa de uma maneira vergonhosa, sem qualquer respeito pelos trabalhadores! Este tipo de atitude dos empresários não pode ficar impune.
O PCP alerta que um dos principais responsáveis por esta situação, é o ataque aos direitos dos trabalhadores e à produção nacional, que durante anos as políticas de direita dos sucessivos governos PS e PSD, têm levado a cabo e se tem vindo a agravar com o actual Governo PS/Sócrates.
O resultado está à vista: Em Paredes, no passado mês de Maio, o número de desempregados era de 5,617, inscritos no Centro de Emprego.
A Comissão Concelhia do PCP, apela à solidariedade da população de Rebordosa para com estes trabalhadores.
BASTA FAZER AS CONTAS
No ano de 2008, havia em Portugal 10 400 milionários (indivíduos com fortunas superiores a um milhão de dólares).
No ano de 2009, esse número subiu para 11 000 - mais 600, portanto, o que corresponde a um aumento de 5,5%.
Assim sendo, também o número de pobres vai aumentando: segundo a Eurostat, existem em Portugal cerca de 2,5 milhões de pobres, dos quais mais de 200 mil em situação de miséria extrema.
Posto isto, basta fazer as contas e encontraremos a resposta à pergunta formulada há mais de um século por Almeida Garrett:
«E eu pergunto aos economistas, aos políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria (...) para produzir um rico?»
(em cravodeabril.blogspot.com)
No ano de 2009, esse número subiu para 11 000 - mais 600, portanto, o que corresponde a um aumento de 5,5%.
Assim sendo, também o número de pobres vai aumentando: segundo a Eurostat, existem em Portugal cerca de 2,5 milhões de pobres, dos quais mais de 200 mil em situação de miséria extrema.
Posto isto, basta fazer as contas e encontraremos a resposta à pergunta formulada há mais de um século por Almeida Garrett:
«E eu pergunto aos economistas, aos políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria (...) para produzir um rico?»
(em cravodeabril.blogspot.com)
Fala do Velho do Restelo ao Astronauta
Aqui, na Terra, a fome continua,
A miséria, o luto, e outra vez a fome.
Acendemos cigarros em fogos de napalme
E dizemos amor sem saber o que seja.
Mas fizemos de ti a prova da riqueza,
E também da pobreza, e da fome outra vez.
E pusemos em ti sei lá bem que desejo
De mais alto que nós, e melhor e mais puro.
No jornal, de olhos tensos, soletramos
As vertigens do espaço e maravilhas:
Oceanos salgados que circundam
Ilhas mortas de sede, onde não chove.
Mas o mundo, astronauta, é boa mesa
Onde come, brincando, só a fome,
Só a fome, astronauta, só a fome,
E são brinquedos as bombas de napalme.
José Saramago
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