sábado, 17 de julho de 2010

da leitura dos jornais

Do JN de hoje:

M. A. Pina - Uma história mal contada

Noticia o JN que Rui Rio mais os seis vereadores da coligação PSD/CDS que manda na Câmara do Porto chumbaram uma proposta do vereador Rui Sá, da CDU, no sentido de ser atribuído o nome de José Saramago a uma rua da cidade.

Não custa a crer que Rio e os "seus" vereadores estejam a ser injustamente acusados de mesquinhez e que a responsabilidade do sucedido caiba, sim, ao vereador Rui Sá.

Com efeito, este terá dado por assente que Rio e o PSD/CDS soubessem quem foi José Saramago, não tendo tido o cuidado de lhes explicar tratar-se de um escritor português recentemente falecido, Prémio Nobel da Literatura (o único Nobel da língua portuguesa).

Se o tivesse feito, decerto Rio exclamaria "Ah, sim? Não me diga!", logo votando favoravelmente a proposta, seguido em ordem unida por todo o pelotão PSD/CDS.

Quando, daqui a uns anos, Rui Rio (quem?) for recordado como um camarário do tempo de Saramago que tentou impedir que o seu nome fosse dado a uma rua do Porto (assim como um tal Sousa Lara ficou conhecido por ter censurado "O Evangelho segundo Jesus Cristo"), era bom que se contasse a história toda."

http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina

quinta-feira, 15 de julho de 2010

CEGOS DO FUTURO

              (imagem retirada de samuel-cantigueiro.blogspot.com)

Como são fúteis os medíocres ..

como eles odeiam os que os combatem, e os denunciam..

tão habituados andam a pastar e a zurrar, em terreno onde só medram as suas estúpidas vaidades.

Não percebem eles que Saramago habita em cada esquina da Baixa, tem a estátua de Garrett como companhia e transporta-se em voos de gaivotas levantadas do chão.

Não percebem eles. Eles não percebem que o futuro não lhes curará a cegueira.

o regresso dos abutres

Numa intervenção nas jornadas parlamentares do PSD, que decorreram no Parlamento, Ernâni Lopes afirmou que se fosse ministro das Finanças diminuiria, “seguramente, os vencimentos dos funcionários públicos, incluindo os ministros”, com “um corte na banda dos 15, 20, 30 por cento - 15 sem dúvida, 20 provavelmente”.
“A cru. Sem explicar nada. Ou melhor, explicando que ou é assim ou não é. Não querem, então não se faz”, prosseguiu o antigo ministro das Finanças do Governo do Bloco Central.

terça-feira, 13 de julho de 2010

DA LEITURA DOS JORNAIS

FUTURO

O bem guardado mistério sobre o futuro de Portugal e dos portugueses poderá ter começado a desvendar-se através de uma notícia breve, publicada na sexta-feira passada.
Com ou sem formação, os portugueses foram condenados ao fim do emprego e à precariedade. Isso já se sabia. Mas agora ficou também a saber-se que a venda de cautelas e a engraxadoria podem ser actividades de futuro em Portugal. Ora isto representa uma clarificação não só para cauteleiros e engraxadores, mas para todos os putativos equiparados: amoladores, plastificadores de cartões, bufarinheiros, biscateiros e serventes podem igualmente dar livre curso ao espírito de empreendedorismo.
Por outro lado, a boa nova abre alargados horizontes ao sentido de desenrascanço dos portugueses que não tardarão a consagrar novas profissões, filhas da crise, por parte da mãe, e do fim do emprego, pelo lado do pai. Antigamente havia o Instituto das Novas Profissões. Agora há o instituto do desenrasca. E com a formação da escola superior do desenrascanço, os portugueses poderão enveredar por ocupações e até mesmo carreiras de futuro como sejam guia turístico ocasional, indicador de ruas, polidor de calçadas, arrumador transeunte, vendedor deambulante, disseminador de publicidade, figurante, mirone, emplastro ou basbaque, agitador de claques, respondente a inquéritos de rua, testemunha ocular, alegada vítima ou mesmo suposto criminoso. Tudo isto, para além de tudo o que representa economicamente, significa um incremento da intervenção social dos portugueses.
A menos que os termos da notícia tenham outros sentidos. E que profissões de futuro sejam os engraxadores - dispostos a dar graxa ao poder - e os cauteleiros - sempre prontos para todas as cautelas de maneira a não levantar ondas.

(João Paulo Guerra, em Diário Económico, de 13-07-2010)

o polvo

Recentemente no Porto Canal, Celso Ferreira a contragosto lá "esclareceu" que os dez mil milhões de euros da cidade tecnológica era o investimento no prazo de 20 anos....e que incluia o investimento inicial mais o que isso reproduziria no futuro...


Inicialmente seriam "só" 250 milhões de euros... e para desdizer alguém que no futuro possa querer confrontar as promessas de 2010 com a realidade, ele vai dizendo que a Câmara só funciona como promotor-facilitador e não possui estatuto que o possa fazer concorrer com a Catalunha ou a Westephália na captação de investimento externo...

Eu acredito mais nas capacidades adivinhatórias do polvo.
 
O PS local também não acredita no projecto mas lança um Zorrinho qualquer para nos fazer acreditar que Natal pode ser um dia qualquer...

domingo, 11 de julho de 2010

IMAGEM DO CONTRIBUINTE, VÍTIMA DA GOVERNAÇÃO PS, COM O APOIO DO PSD


Depenado mas, enfim, de cabeça erguida...

quinta-feira, 8 de julho de 2010

DEPOIS DA JORNADA DE LUTA, UMA SINGULAR INICIATIVA CULTURAL

GALA DE ÓPERA EM S.PEDRO DA COVA


Quinta-Feira , 8 de Julho ,21h30
Largo da Feira de Vila Verde (S. Pedro da Cova)

Abertura do Festival Gasómetro
e
Sessão de Aniversário Elevação S. Pedro da Cova a Vila

Com Círculo Portuense de Ópera, que interpreta Árias dos seguintes compositores: Donizetti, Mozart, Bellini, Bizet, Verdi, e Puccini



Uma iniciativa com características únicas. Pela primeira vez em S. Pedro da Cova, ao vivo e em recinto aberto.

Co-organização (abertura) - Associação Estrelas de Silveirinhos e Junta de Freguesia de S. Pedro da Cova

O Festival Gasómetro decore nos dias 8, 9, 10 e 11 de Julho, e é organizado pela Associação Estrelas de Silveirinhos.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

segunda-feira, 5 de julho de 2010

INTERROGAÇÕES E ANGÚSTIAS DE UM LEIGO

INTERROGAÇÕES E ANGÚSTIAS DE UM LEIGO

A recente apresentação no Auditório da Casa da Cultura de Paredes do Projecto da Cidade Inteligente constituiu a meu ver um exercício raro de incapacidade de concretizar uma ideia, expondo-a com verdade.
Afinal no início todos se interrogavam: o que era a Cidade Inteligente?
A sessão foi pouco clarificadora. No fim pergunta-se: que “Cidade Inteligente” irá existir no futuro?
Uma promotora, a Living PlanIt, dispõe-se a dar origem a uma cidade tecnológica a construir dentro de 2 a 3 anos, chamada Planit Valley. Um dos primeiros inquilinos da cidade visionária é a Cisco Systems com quem a Planit Valley assinou uma carta de intenções para a construção de um Centro de inovação Global para serviços em rede.
Onde se localizará a cidade das novas tecnologias? Em 17 km2, em terrenos das freguesias de Parada de Todeia, Recarei, Sobreira e Aguiar de Sousa, do sul do Concelho de Paredes. Em terrenos ainda não adquiridos, indefinida a entidade aquisitora (Câmara Municipal? Planit Valley? Ambas?) embora se fale em financiamento bancário. A 1.ª fase do projecto reserva o direito de se instalar em 40 ha, com investimentos de 10 mil milhões de euros, com dezenas de milhar de postos de trabalho e 12.000 parceiros de pequenas e médias empresas .
O Secretário de Estado da Energia e Inovação Carlos Zorrinho apadrinhou a iniciativa, deixando expressas palavras de indesmentível entusiasmo. Certamente muito mais foi dito, mas a ausência de tradução das intervenções em Inglês de alguns dos mais importantes protagonistas dificultou a busca dos contornos reais do Projecto. Acresce que o tempo previsto no convite para perguntas e respostas se reduziu a uma informal conferência de imprensa nos Jardins da Casa da Cultura dada pelos protagonistas estrangeiros á comunicação social, sem presença ou participação do restante público.
Há perguntas que não sendo até à data respondidas deixam forte dúvidas no ar.
Qual a verdadeira dimensão do empreendimento, área envolvida e limitação funcional /administrativa da nova cidade?
Qual a política de expropriações, compra de terrenos, direitos dos proprietários que não querem vender as suas propriedades?
Quais as alterações do PDM concelhio?
Quais as mais valias criadas para as freguesias e populações, serviços comuns com a nova Cidade, e dividendos das empresas localizadas na Cidade inteligente?
Alega-se que há muito caminho andado, muito estudo elaborado, muito projecto parcelar. Não duvidamos. Refere-se a existência de um necessário sigilo, uma confidencialidade benéfica. Sabe-se contudo que o interesse público exige respostas adequadas, transparentes e não dúbias. Não se compreende que as autarquias locais, as freguesias, não sejam informadas.
Sendo o Projecto assim exposto tão importante pelo investimento propalado, pela criação de postos de trabalho anunciada e pelo prestígio nacional que se anteveria, não se compreende a ausência das principais figuras do Executivo, como Primeiro Ministro, o Ministro da Economia, o Ministro das Finanças, o Ministro da Ciência e Tecnologia, o Ministro do Trabalho, os responsáveis do Comércio Externo.
Igualmente não se compreende o alheamento das principais empresas nacionais da área tecnológica e de informação como a Portugal Telecom, a Sonae.
Ou melhor, tudo se compreenderá no futuro.
Na Assembleia Municipal começaremos a colocar as perguntas necessárias. E proponho desde já uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal para tratar deste tema. E para os que invocam a redução da despesa do seu funcionamento, fica a sugestão da dispensa de pagamento das senhas de presença.

Cristiano Ribeiro

OS PILARES DA ECONOMIA PORTUGUESA

domingo, 4 de julho de 2010

IVA - CARTOON


"AS FAMÍLIAS COM ÁGUA PELO PESCOÇO...E CHEGA O IVA"

O SABER NÃO OCUPA ESPAÇO


(Com a devida vénia ao autor, publicado em antreus.blogspot.com)

DA LEITURA DOS JORNAIS

“A ( ..).notícia dava conta da conquista da Cisco (o gigante mundial das redes de computadores) para um mirabolante projecto localizado em Paredes. Garantem os promotores, com a conivência da autarquia e do Governo, que vai nascer ali uma nova cidade altamente tecnonológica, “verde” como se impõe, num investimento que atingirá dez mil milhões de euros. 10 000 000 000! Quantoas empresas Vao lá estar em 2015? Doze mil, dizem eles. Até agora nem um cêntimo dessa fortuna foi desembolsado por nenhum investidor e a Cisco, mais do que investir, propõe-se vender equipamentos e serviços. Muitos. Faz ela bem, é o seu negócio. A Câmara assegura que consegue financiamento para comprar os terrenos. Afinal Portugal é aquele pequeno país onde houve dinheiro para o Magalhães, porque não para isto também? Leiam os comentários que vão surgindo e constate-se como esta visão do paraíso intoxica até mentes habitualmente lúcidas”.

Tiago Azevedo Fernandes (Engenheiro), no JN de 1 de Julho de 2010

COMO SE FOSSE LILI CANEÇAS

Será que alguém sabe o que é a Porta do Design Hub-Paredes, que tem por objectivo a territorialização, ao nível do contexto urbano, através da criação de um espaço iónico no centro da cidade, numa lógica de laboratório urbano vivo (“living lab”) onde o design impera? Sim, todos sabemos.



Será que alguém sabe o que é uma Incubadora para o Design de Mobiliário e Artes Decorativas e Oficinas Criativas, com outras funções de carácter criativo e multidisciplinar? Sim, todos sabemos.


Será que alguém sabe o que é uma nova centralidade na Região Norte, com um polo urbano criativo, focado no design de mobiliário e artes decorativas? Sim, todos sabemos.


Será que alguém sabe o que é um Circuito Aberto de Arte Pública e Regeneração Urbana do Centro da Cidade de Paredes? Sim, todos sabemos.


Já nos explicaram tudo. É assim como uma mulher de meia idade, disposta a mudar de visual parta renovar a imagem e conservar-se jovem. Com o chamado “lifting facial”.


Imaginem a Lili Caneças. A seu modo, vai ser Paredes no futuro. Intervenções mais ou menos cirúrgicas no tecido urbano. Concursos públicos, projectos, prémios, muita reflexão e análise.


Um discurso qualificado a prometer um criativo vazio de realizações.


Paredes e o lifting facial, como se de máscaras se pudesse construir o futuro.


Paredes e a silicónica tentativa de esconder as rugas, as estrias, a flacidez, a celulite.


Paredes e a incapacidade de se limpar, se assoar, se assumir como verdadeiramente renovada.


O discurso e a imagem real.
Hub...seja lá o que isto seja.


Cristiano Ribeiro

DESPESAS “TEOLÓGICAS”

Um eleito do PS na Assembleia de Freguesia de Castelões de Cepeda, freguesia de Paredes, surpreendeu a Sessão Ordinária da respectiva Assembleia de Freguesia com uma proposta: atribuir uma prenda comemorativa dos 25 anos do exercício de sacerdócio ao Sr. Padre Vitorino, responsável pela paróquia. E com a proposta para votação, trazia já um recibo da compra de uma salva de prata, no valor de 156 Euros.

Os eleitos votaram por unanimidade a pré-anunciada prenda. E o Presidente da Junta explicitou ser essa a prenda da Assembleia de Freguesia, a que se seguiria uma prenda da própria Junta de Freguesia.

Estamos perante uma inovadora interpretação da utilização dos bens e recursos públicos. Os orgãos autárquicos são utilizados para o exercício de louvaminhas, prebendas e estatuto especial, a que alguns se acham autorizados, independentemente do hipotético mérito de um julgamento particular de apreço.

Nunca deverá ter passado pelo discernimento do jovem eleito do PS a simples ideia de que se quereria homenagear alguém o deveria fazer a título individual ou mobilizando a comunidade local que lhe é afecta ou fazendo participar os eleitos da Assembleia de Freguesia a título individual na despesa, o que daria 12 Euros a cada. O mandato popular destina-se a servir os interesses da população, nos estritos conteúdos da lei.

Mas para alguns isto é muito profundo, não é?

Cristiano Ribeiro