domingo, 1 de agosto de 2010

LENNON Y VICTOR JARA



Lindo - juntar John Lennon e Victor Jara, a cantar a PAZ

DA CAIXA DE ROBALOS AO VERDADEIRO POLVO


Armando Vara, o ex-governante socialista que da estrutura partidária de Bragança caminhou paulatinamente até um Ministério em Lisboa, com três legislaturas como Deputado pelo meio, percorre agora uma iluminada carreira empresarial.

Habilitado de uma Licenciatura em Relações Internacionais em 2005 obtida na Universidade Independente, três dias antes de tomar posse do cargo de Administrador da CGD (com as habilitações de licenciado como pressuposto indispensável para o cargo), com uma Pós-Graduação em Gestão Empresarial obtida em 2004 (a Pós-Graduação antes da Licenciatura!), Vara faz juz a uma ofuscante competência empresarial.

De Administrador da CGD, a Administrador do BCP, e Vice- Presidente do Milenium BCP, até que se demitiu por causa da Face Oculta (as sucatas do Godinho...), ele agora aparece indicado para altos cargos na empresa brasileira Camargo Corrêa, accionista maioritária da CIMPOR, com responsabilidades futuras nos negócios em Angola e Moçambique. Pronta evolução: do ferro–velho para o cimento, do robalo fresco ao polvo.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

EB2,3 DE BALTAR E A SEGURANÇA


Não basta não utilizar as instalações, convém colocar uma vedação de segurança... ou então deitar abaixo. Para que não ocorram mais acidentes...

quarta-feira, 28 de julho de 2010

O CEMITÉRIO DE ALCOCHETE

O Instituto de Conservação da Natureza negou á Câmara Municipal de Alcochete a intenção de instalar um cemitério na zona da antiga fábrica de pneus de Firestone. O argumento era a “pressão humana” que tal equipamento iria gerar numa zona ambientalmente sensível.


Dois a três anos após, já não se “contrariava o espírito” da Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo, classificada de Reserva Ecológica Nacional, aprovando o mesmo ICN um complexo comercial de cerca de 75 mil m2 , e viabilizando a construção do Freeport, a cem metros da zona mais sensível da Zona de Protecção Especial, de lamas e sapais.

A aprovação pelo Governo Socialista ocorre a 3 dias das eleições legislativas que dariam a vitória ao PSD de Durão Barroso. O ministro do Ambiente era então José Sócrates.

Nas suspeitas de corrupção na viabilização do empreendimento, nas suspeitas de extorsão, nos milhões que os promotores do empreendimento pagaram e alguém recebeu, nas luvas para financiamento ilícito de partidos, sabemos agora que tudo se esfumou nos sapais e lamas de Alcochete.

E um cemitério apareceu aí onde jaz a verdade e a transparência.

Sócrates, inocente? Ainda bem! Inauguremos então o novo cemitério.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

SOBRE OS NOVOS E ESCANDALOSOS LUCROS DA BANCA

O anúncio dos lucros de três dos quatro maiores bancos privados portugueses confirma, mais uma vez, a situação de escandaloso benefício que continua a ter o sector bancário em Portugal. Num quadro de profunda crise económica e social, com o agravamento sistemático do desemprego e da precariedade, o ataque aos salários e às reformas, o corte das prestações sociais e (ou) degradação do investimento público, o aumento anunciado dos lucros do BPI e BES, respectivamente em 11,8% e 14,6% e a perspectiva de um aumento de lucros do BCP de 12,5% constituem um verdadeiro escândalo nacional.

De facto, ao mesmo tempo que penaliza os trabalhadores, suas famílias e a economia - em particular as micro, pequenas e médias empresas – o sector bancário continua a ser beneficiado com apoios públicos vultuosos que se mantêm em vigor, como acontece com o prolongamento da disponibilidade de apoio até 20 mil milhões de euros recentemente aprovado.

Não deixa de ser sintomático que, num momento em que os chamados testes de stress bancário concluem pela solidez das instituições financeiras, independentemente do papel que esses testes assumem no processo de rapina de recursos públicos, a banca mantenha uma atitude marcada pela usura e a forçada extorsão dos rendimentos familiares e das pequenas e médias empresas por via do preço do crédito e das comissões cobradas. Comissões estas com um aumento crescente no conjunto das receitas das instituições financeiras, que se cifram em mais de 4800 milhões de euros em 2008 e 2009.

Os lucros agora anunciados confirmam a gravidade dos dados recentemente anunciados pela Associação Portuguesa de Bancos em relação ao ano de 2009, em que se confirma uma taxa efectiva de IRC na melhor das hipóteses abaixo dos 15% e que pode ser, a confirmarem-se as perspectivas mais optimistas da banca, na ordem dos 5%.

Num quadro em que o Governo, com o apoio do PSD, aplica restrições draconianas aos salários e às prestações sociais, e determina o aumento dos bens essenciais, seja através do aumento do IVA, seja da aceitação dos aumentos da energia e dos combustíveis, é gritante o contraste com os benefícios fiscais que se atribuem à banca e que permitem uma tão baixa tributação dos seus lucros.

Os dados agora anunciados confirmam a indispensabilidade de medidas que introduzam critérios de justiça fiscal na tributação da banca, tal como o PCP tem vindo a propor, designadamente e entre outras medidas, a aplicação de uma taxa efectiva de 25% (a taxa que está inscrita na lei), eliminando os amplos benefícios fiscais que hoje estão atribuídos a este sector. Trata-se de uma medida que teria permitido em 2009 um encaixe de mais cerca de 160 milhões de euros (157,4) e que garantiria que o aumento dos lucros agora anunciado fosse pelo menos tributado a níveis idênticos aos aplicados à generalidade das empresas.

Gabinete de Imprensa do PCP

domingo, 25 de julho de 2010

FRASE

Perante a denúncia do "esquecimento" por parte da autarquia de Paredes da comemoração do centenário da classificação do Mosteiro de Cete como Monumento Nacional, Raquel Moreira da Silva, substituta do Presidente da Câmara de Paredes na sessão da Assembleia Municipal de 24 de Julho, comentou:

"Lamento!... mas a Rota do Românico também...(patati, patatà)"

Comentário: tanto assessor, tanto colaborador, tanto jornalismo local, tanto profissional "encartado" da cultura e não é que têm que ser os "comunas" do sítio a lembrar tão importante data! Sinais dos tempos.

sábado, 24 de julho de 2010

mau prenúncio


      de passos trocados mas na mesma direcção...até quando?

quarta-feira, 21 de julho de 2010

a biografia e o esclarecimento




Relembre-se a biografia da Ministra do Trabalho e Solidariedade Social. Maria Helena André, 48 anos e licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, é a actual Ministra do Trabalho e Solidariedade Social.
A ministra foi Secretária-Geral Adjunta da Confederação Europeia de Sindicatos (CES), responsável pelo Diálogo Social Europeu e Política Social Europeia.
O primeiro emprego de Maria Helena André foi na União Geral de Trabalhadores (UGT), no início dos anos 80.
Na mesma associação esteve envolvida em vários departamentos, tendo sido chefe do Departamento Internacional entre 1988 e 1991, altura em que se tornou membro do Secretariado do CES. Aí esteve envolvida nas áreas do mercado de trabalho, da formação, da imigração e da juventude.
Hoje em dia, para além do cargo na CES, é membro do Conselho Científico do Instituto de Investigação sobre o Emprego da Napier University, em Edimburgo
O esclarecimento de Helena André é “demonstrativo” de um Governo que “hoje diz uma coisa e amanhã diz outra”. O esclarecimento de Helena André surgiu na sequência de uma entrevista que deu ao Diário de Notícias, na qual a ministra declarou que a Função Pública teria um ajustamento dos salários de 1,4 por cento (valor igual ao da inflação) em 2011.
No entanto, a ministra veio entretanto explicar que o aumento dos salários da Função Pública cabe ao Ministério das Finanças e assegurou que “não há qualquer decisão sobre esta matéria”.
Conclusão: conhecida a biografia e visto o esclarecimento, a justificação está no berço...

Artistas da Festa do «Avante!» 2010

Artistas da Festa do «Avante!» 2010

segunda-feira, 19 de julho de 2010

o maior mastro do mundo era português



Um Comentário em fundo laranja:

No inicio eram os mecenas da República os que apostariam em financiar o MASTRO. Agora não há uma só empresa de construção que prescinda de margens de lucro da sua construção...Fica Celso Ferreira, a Presidência da República e a Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República sem o seu mastro...e nós ganhamos uma música dos Deolinda.

sábado, 17 de julho de 2010

da leitura dos jornais

Do JN de hoje:

M. A. Pina - Uma história mal contada

Noticia o JN que Rui Rio mais os seis vereadores da coligação PSD/CDS que manda na Câmara do Porto chumbaram uma proposta do vereador Rui Sá, da CDU, no sentido de ser atribuído o nome de José Saramago a uma rua da cidade.

Não custa a crer que Rio e os "seus" vereadores estejam a ser injustamente acusados de mesquinhez e que a responsabilidade do sucedido caiba, sim, ao vereador Rui Sá.

Com efeito, este terá dado por assente que Rio e o PSD/CDS soubessem quem foi José Saramago, não tendo tido o cuidado de lhes explicar tratar-se de um escritor português recentemente falecido, Prémio Nobel da Literatura (o único Nobel da língua portuguesa).

Se o tivesse feito, decerto Rio exclamaria "Ah, sim? Não me diga!", logo votando favoravelmente a proposta, seguido em ordem unida por todo o pelotão PSD/CDS.

Quando, daqui a uns anos, Rui Rio (quem?) for recordado como um camarário do tempo de Saramago que tentou impedir que o seu nome fosse dado a uma rua do Porto (assim como um tal Sousa Lara ficou conhecido por ter censurado "O Evangelho segundo Jesus Cristo"), era bom que se contasse a história toda."

http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina

quinta-feira, 15 de julho de 2010

CEGOS DO FUTURO

              (imagem retirada de samuel-cantigueiro.blogspot.com)

Como são fúteis os medíocres ..

como eles odeiam os que os combatem, e os denunciam..

tão habituados andam a pastar e a zurrar, em terreno onde só medram as suas estúpidas vaidades.

Não percebem eles que Saramago habita em cada esquina da Baixa, tem a estátua de Garrett como companhia e transporta-se em voos de gaivotas levantadas do chão.

Não percebem eles. Eles não percebem que o futuro não lhes curará a cegueira.

o regresso dos abutres

Numa intervenção nas jornadas parlamentares do PSD, que decorreram no Parlamento, Ernâni Lopes afirmou que se fosse ministro das Finanças diminuiria, “seguramente, os vencimentos dos funcionários públicos, incluindo os ministros”, com “um corte na banda dos 15, 20, 30 por cento - 15 sem dúvida, 20 provavelmente”.
“A cru. Sem explicar nada. Ou melhor, explicando que ou é assim ou não é. Não querem, então não se faz”, prosseguiu o antigo ministro das Finanças do Governo do Bloco Central.