Mostrar mensagens com a etiqueta Escola. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Escola. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 17 de junho de 2010

A SOLUÇÃO DE UM PROFESSOR



Escrevi em Fevereiro, em jeito de testemunho e desabafo, um texto sobre a minha (curta) experiência docente, intitulado Ser Professor é

Agora que o ano lectivo se aproxima do fim, acrescento algumas notas e termino com uma solução. Quando…

- se passa alunos apenas para os “safar” ou para os “despachar”…

- em caso de reprovação reincidente no ciclo, se obriga os professores a preencher longos relatórios, como que a pedir desculpa por não passar os alunos;

- se tem de justificar sempre que se dá mais de 50% de níveis negativos a uma turma, mas já não se presta qualquer tipo de contas quando os resultados da avaliação externa (exames) são francamente inferiores aos da avaliaçao de frequência…

- se tem de justificar dar nível negativo a um aluno no final do ano depois de níveis positivos nos dois primeiros períodos, mas o mesmo já não é preciso fazer no sentido inverso, quando se dá positiva (até pode ser nível 4 ou 5) a um aluno que teve negativa nos dois primeiros períodos…

- quer na avaliação, quer na disciplina, (quase) tudo o que é legislado só contribui para a pioria do nível de ensino público e tem como principal objectivo a vertente estatística e/ou financeira;
- com este sistema no Ensino Básico, se aumenta a escolaridade obrigatória até ao 12º ano, de forma a promover a mediocridade e o facilitismo educativos por mais uns anos…

- temos um sistema que, assente no carácter pseudo-inclusivo e na permissividade perante casos de alunos problemáticos, só contribui para aumentar o fosso real entre instituições de ensino (não nos resultados, mas ao nível da qualidade educativa) e classes sociais e não reconhece verdadeiramente que o conhecimento é um poder e que a escola é uma oportunidade;

… só há uma solução para um professor que se considere consciente, rigoroso e defensor de uma séria e exigente formação de jovens e de uma escola verdadeiramente universal, com igualdade de oportunidades para todos:
FUGIR A SETE PÉS

(JOÃO TORGAL, em blog 5dias.net)

terça-feira, 8 de junho de 2010

COMEÇANDO POR…ESMORIZ, PERDÃO, POR MOURIZ

O Governo determinou o encerramento próximo das escolas do 1.º Ciclo que tenham menos de 21 alunos. Cerca de 1.000 escolas poderão ser assim encerradas, se se aplicar tal medida, sendo cerca de 600 as novas situações até à data não previstas. Isabel Alçada, a Ministra da Educação, pretende agora avançar com este processo invocando razões pedagógicas e de modernidade.


Alguns autarcas e outros sectores igualmente interessados contestam esta orientação cega, e que tem implicações de ordem social e de reordenamento do território, com referências acertadas, entre outras, à desertificação provocada, ao desemprego de profissionais e aos custos da Acção Social Escolar, em transportes e refeições. Encerrar o País, ou pelo menos parte dele, já esteve mais longe. A Educação com origem na 5 de Outubro virou “uma Aventura”, veja-se o “atalho pedagógico” para os alunos com mais de 15 anos, do 8.º ao 10.º ano.


O autarca de Paredes Celso Ferreira acha bem, ele avalia como muito boa a orientação governativa. O seu critério para o fecho de escolas em Paredes, expresso em Carta Educativa, incluía um limite de 100 alunos por escola. Ele é o autarca–modelo da concentração educativa. O autarca do mastro, ufano, quer ter as “melhores escolas do País, provavelmente até do mundo”. Esta semana “concluiu” o Centro Escolar de … Esmoriz (ver JN de 2 de Junho), que não é senão o de Mouriz…


O custo da construção da Escola de Mouriz envolve um valor de perto de 2,3 milhões de euros e provocará a concentração aí de 350 alunos da EB1 e do JI. Acrescentemos a isso as despesas de funcionamento, as despesas de transporte escolar para alunos de 4 freguesias, a necessidade de uma rede de acessibilidades correspondentes (a actual rede de estradas é medieval, pergunta-se até como lá aceder).


Nada do que é concentração está comprovado que tenha vantagens pedagógicas. Mas para Celso Ferreira tudo é evidente. Ele é o expert. Espera-se que o seu limitado mundo não comece na esquina das ferragens do Sr. Costa e acabe na esquina da Padaria Freitas, no Parque José Guilherme, em Paredes.


E que a sua promissora criatividade não culmine em falência de tesouraria camarária ou em prejuízos irreversíveis para a educação dos nossos filhos.


Cristiano Ribeiro

quinta-feira, 20 de maio de 2010

quinta-feira, 29 de abril de 2010

PCP toma posição em comunicado sobre acidente ocorrido em escola de Baltar

A Comissão Concelhia de Paredes do PCP tomou conhecimento de um acidente ocorrido na Escola EB2,3 de Baltar em que parte do telhado de um edifício dentro do recinto escolar caiu em cima de alunos, com a necessidade de alguns serem transportados ao hospital.

O PCP exige o apuramento e a responsabilização do ocorrido neste estabelecimento de Ensino Publico. O Ministério da Educação deverá assumir as suas responsabilidades. Compete igualmente às Autarquias, e nomeadamente à Câmara Municipal de Paredes, a responsabilidade por medidas urgentes de vistoria e segurança pois temos a certeza que pelo estado degradradado de parte da Escola é uma questão de tempo lá haver outro acidente.

Este não é o único problema que afecta esta escola, pois o PCP chama atenção da sua má localização devido ao facto de estar junto a Estrada Nacional 15, bastante congestionada de trânsito, o que cria um sério perigo de acidentes.

Acrescem os problemas do transporte escolar insuficiente que expõe dezenas de crianças ao perigo, com o facto do excesso de alunos transportados em cada veículo.

A Comissão Concelhia de Paredes do PCP considera que apesar dos danos pessoais não serem graves, não pode deixar de denunciar a inércia de quem expõe crianças a tamanhos riscos.

Paredes, 29 de Abril de 2010
A Comissão Concelhia de Paredes do PCP