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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

silly season

Autarcas do PSD acusam o Ministério da Educação de “cegueira” e “desorientação” na estratégia de “reordenamento escolar”. Os socialistas de Paredes dão uma conferência de imprensa em que dizem que estão contra a Carta Educativa “megalómana”, querendo mais centros escolares , muito mais pequenos, mais próximos das populações e denunciam o facto de alguns dos 15 previstos não terem acessos concluídos. No dia seguinte, o “socialista” Primeiro Ministro está em Mouriz, inaugurando o seu Centro Escolar, que como se sabe não tem acessos dignos, e não responde a lógica de proximidade da escola para com a comunidade escolar e suas famílias. O autarca de Paredes (do PSD) acompanha o Primeiro Ministro na inauguração e também na atitude sobranceira perante as dúvidas e problemas reais. O PS votou a Carta Educativa, responsabilizou-se pelo seu conteúdo e agora alerta para os seus problemas. O PSD de Paredes condecorou os responsáveis politicos da Carta Educativa de Paredes (Ministério, DREN, CAE). O PCP da região denunciou o processo do reordenamento escolar, apontou casos flagrantes de indecisões e riscos futuros para alunos e pais, e alarvemente foi acusado por um avençado qualquer de defender as escolas do Estado Novo. Os populares em Mouriz levantaram as vozes de um timido protesto sobre os transportes, e Sócrates passa a bola a Celso, que deixa intervir o Presidente da Junta para nada dizer (um e outro). Há um autocarro amarelo á disposição...para calar o público. Falta Penedos e a sua opinião sobre a Carta educativa, sobra Alçada e o seu sorriso cínico e abunda Celso e a sua descontínua percepção da realidade.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Documento da Direcção Sub-regional do Vale do Sousa e Baixo Tâmega do PCP

O VALE DO SOUSA E BAIXO TÂMEGA PERANTE UM GRAVE DESAFIO


O Governo decidiu o encerramento de 94 Escolas Básicas no distrito do Porto, 13% do total nacional das escolas a fechar. Acresce que segundo os dados disponibilizados pela DREN - Direcção Regional de Educação do Norte, este número corresponde a 10% do total de escolas básicas existentes na região.

Os 8 concelhos que compõem o Vale do Sousa e Baixo Tâmega (Amarante, Baião, Felgueiras, Lousada, Marco de Canaveses, Paços de Ferreira, Paredes e Penafiel) perdem desta forma 20% do total de escolas básicas existentes (são 75 as escolas previstas encerrar).

Estes números evidenciam o forte impacto negativo que é de esperar junto da vida de milhares de alunos e suas famílias, bem como no acentuar da desertificação das zonas mais periféricas.

A lógica economicista que preside a estas medidas decididas pelo Governo via Ministério da Educação nada tem a ver com os interesses dos alunos, das suas familias e dos concelhos abrangidos. Percebe-se assim a pressa da divulgação das escolas a encerrar, bem como a falsa negociação que a envolve com os interessados.

É revelador deste facto aliás, que o Governo decida encerrar escolas não previstas anteriormente, violando o que havia aprovado nas Cartas Educativas, como acontece em Paredes ou Marco de Canaveses, e que implicaram ou o deveriam ter feito, um período de discussão com a comunidade escolar, autarquias e DREN.

É revelador que ainda hoje não estejam decididas as transferências de alunos que frequentavam escolas a encerrar quando os Centros Escolares, destino final, não estejam prontos, como em Amarante (onde nenhum Centro Escolar iniciou sequer a construção), no Marco de Canaveses ou ainda em Penafiel.

A título de exemplo, atente-se no caso das escolas nas freguesias de Rio Mau e Sebolido, em Penafiel, cujo encerramento foi decidido sem que se perspective a conclusão do respectivo Centro Escolar antes de Janeiro/Fevereiro. Até ao momento a única informação dada à Associação de Pais (que aponta para manutenção das escolas em funcionamento até à abertura do Centro Escolar) foi prestada por professores e contradiz a informação prestada pela DREN, que especifica como sendo no distrito de Bragança os únicos casos em que o encerramento de escolas será adiado. Esta contradição, somada à falta de informação de fontes oficiais, é motivo para que subsistam justificadas dúvidas sobre o destino destas crianças.

É revelador que as questões relativas aos transportes de alunos, a rede, a segurança e custos, bem como o reflexo nas contas de gerência das Câmaras, não tenham sido ou acautelados ou objecto de negociação e concretização como se queixam os autarcas do Marco Canaveses, por exemplo. Em Telões (Amarante), fecham duas escolas (Freita e S. Braz) e a nova Escola – Escola Básica da Estradinha - dista 8 km das anteriores.

É revelador que em casos como Paredes não esteja pronto qualquer Centro Escolar previsto (Mouriz, Vilela ou Gandra) e se anuncie desde já o encerramento de 14 escolas. Em Mouriz, por exemplo, não está construído qualquer acesso digno, sendo completamente ridícula a antiga via rodoviária que o serve.

È revelador que os encargos financeiros assumidos pelas Câmaras com empréstimos bancários se apresentem como ruinosos e constituem um salto no escuro.

A Direcção Subregional do Vale do Sousa e Baixo Tâmega do PCP vê com muita preocupação a presente situação e acusa o Governo e as autarquias envolvidas de procurar sacrificar o futuro estudantil da população escolar da região em nome de uma pretensa modernidade que só representa a estrita lógica economicista.

Não descurando a necessidade de novos equipamentos, e novas valências ao serviço da formação e sucesso educativo na Escola Pública, o PCP não pode calar a discordância com as soluções encontradas, com a irresponsabilidade que resulta de não haver condições claras de funcionamento das novas Escolas e com a desresponsabilização do Governo do funcionamento do sistema educativo.

Depois de finalmente ter sido tornada pública a lista de 701 escolas a encerrar a pretexto de um alegado “reordenamento” da rede escolar (75 das quais na região do Vale do Sousa e Baixo Tâmega), a Direcção Sub-regional do Vale do Sousa e Baixo Tâmega do PCP denuncia os efeitos que esta medida terá no futuro educativo de milhares de jovens e crianças e suas famílias.

27.08.2010
A Direcção Sub-Regional do Vale do Sousa e Baixo Tâmega do PCP

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

LUTO / LUTA PELAS ESCOLAS

Lista das Escolas Básicas a encerrar em Paredes por decisão do Ministério da Educação e a conivência da Câmara do Sr. Dr. Celso Ferreira

Escolas da Cunha, Noval e Calvário - Vilela
Escolas de Gandra da Moreira, Vilarinho de Cima, Vilarinho de Baixo, Moreiró, Granja, e
Trás-A-Vessada - Gandra
Escola de Astromil - Astromil
Escola da Insuela - Besteiros
Escola de Soutelo e Lourosa (Bairro) - Mouriz
Escola de Olho de Mouro- Vila Cova de Carros

COMUNICADO DA DORP DO PCP

Governo soma crise à crise encerrando 10% das Escolas Básicas do distrito do Porto

Depois de finalmente ter sido tornada pública a lista de 701 escolas a encerrar a pretexto de um alegado “reordenamento” da rede escolar, a DORP do PCP viu confirmada a justeza das suas preocupações.

Este processo tem sido conduzido pelo Governo de acordo com uma lógica estritamente economicista e em total desrespeito pelo futuro educativo de milhares de jovens e crianças.

O Governo decidiu o encerramento de 94 Escolas Básicas no distrito do Porto, 13% do total nacional das escolas a fechar. Acresce que segundo os dados disponibilizados pela DREN - Direcção Regional de Educação do Norte, este número corresponde a 10% do total de escolas básicas existentes na região.

Trata-se de uma situação particularmente grave nos 8 concelhos que compõem o Vale do Sousa e Baixo Tâmega (Amarante, Baião, Felgueiras, Lousada, Marco de Canaveses, Paços de Ferreira, Paredes e Penafiel) que perdem desta forma 20% do total de escolas básicas existentes (são 75 as escolas previstas encerrar).

Estes números evidenciam o forte impacto negativo que é de esperar junto de milhares de alunos que ficam assim com o seu percurso escolar comprometido, de inúmeras famílias que serão directamente afectadas. Também não deve ser ignorado o contributo que esta medida dará para o acentuar da desertificação das zonas mais rurais.

O Governo decidiu “cortar a direito”, sem atender às especificidades de cada escola e comunidade. Esta decisão decorre de uma estratégia profundamente errada, que relega para segundo plano o sucesso real das aprendizagens, privilegiando as preocupações estatísticas e financeiras.
Com esta medida o Governo vem somar “crise à crise”. Numa das regiões do país mais afectadas pelo desemprego, pela precariedade, pelos baixos salários e pela pobreza, o PS decide encerrar mais serviços públicos fundamentais.
A DORP do PCP exige a suspensão imediata deste processo e apela à mobilização das populações, de pais e encarregados de educação e forças vivas dos concelhos afectados na defesa da Escola Pública.

20.08.2010
O Gabinete de Imprensa da DORP do PCP