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quinta-feira, 17 de junho de 2010

LADY GODIVA – ISTO JÁ NÃO VAI LÁ COM LENDAS


Diz a lenda que, vai para quase mil anos, Lady Godiva, condoída pelas agruras que passavam os cidadãos da velha Coventry, esmagados sob os impostos e taxas com que eram sangrados pelo seu próprio marido, o conde Leofric, não se cansava de lhe pedir para ser menos duro nos sacrifícios que pedia aos cidadãos, ou pelo menos, que esses sacrifícios lhes fossem muito bem explicados, como à época aconselhou um tal Cavack Silver... que não ficou na História.

Tanto a Lady pediu, que o Leofric, só para a calar, desafiou-a a percorrer as ruas da cidade, a cavalo e sem roupa. E então não é que Lady Godiva lhe pegou na palavra e foi pela cidade, toda fresca e louçã (passe a expressão), cavalgando ao natural?! O conde Leofric viu-se obrigado a cumprir a sua palavra e presume-se que foram felizes para sempre.

Ai de nós! Hoje os tempos são outros e não há Lady que possa acudir a tanta portagem, tanto IVA, tanto IRS, tanto IRC, tanto corte, tanto congelamento, tanto desemprego, tanta promessa enganosa “tanta loja de perfumes”, “tanta pomba assassinada”.

Ai de nós! Ao nosso conde Leofric não se lhe conhece Lady de qualidade nenhuma... e mesmo que a tivesse, duvido que a senhora estivesse disposta a meter-se ao trânsito da capital coberta apenas... de boas intenções.

Razão mais do que suficiente para que busquemos, urgentemente, outra solução!

(em samuel-cantigueiro.blogspot.com)

Obra plástica de Álvaro Cunhal (19-11-1913/13-6-2005)







segunda-feira, 26 de abril de 2010

Moção Aprovada na Assembleia Municipal de Paredes


MOÇÃO
Aprovada em 24 de Abril de 2010

Considerando que:

1. Recentemente, o Governo apresentou às instituições da União Europeia o
Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC). No PEC, entre outras medidas atentatórias do interesse publico, estão previstas um conjunto significativo de privatizações;

2. Uma das privatizações previstas refere-se a linhas suburbanas da Empresa
Comboios de Portugal (CP);

3. As linhas suburbanas do Porto da CP (Aveiro, Braga, Caíde / Marco de
Canavezes, Guimarães e Leixões) são um elemento fundamental para a mobilidade de passageiros e cargas no Distrito do Porto;

4. As linhas suburbanas do Porto correspondem a uma das partes mais rentáveis da empresa CP, ou seja, aliam o cumprimento de uma importante função social a bons resultados financeiros;

5. O papel social da CP e das linhas suburbanas do Porto não é compatível com uma gestão economicista estritamente dirigida para a obtenção de lucros;

6. Todas as medidas previstas no PEC, incluindo as privatizações, serão ainda objecto de discussão e decisão caso a caso do Governo e da Assembleia da
Republica.

A Assembleia Municipal de Paredes do distrito do Porto, reunida em 24 de Abril de 2010, delibera:

Reclamar do Governo que mantenha as linhas suburbanas do Porto integradas na empresa CP e em propriedade pública;

Manifestar aos Grupos Parlamentares na Assembleia da Republica a sua discordância com qualquer perspectiva de privatização das linhas suburbanas do Porto da CP;

Recomendar à Câmara Municipal de Paredes que, no exercício das suas competências, defenda junto do Governo e da opinião pública a salvaguarda das linhas suburbanas do Porto da CP de um eventual processo de privatização;

Enviar cópia desta Moção ao Senhor Primeiro-Ministro, aos Grupos Parlamentares na Assembleia da Republica e aos Senhores Presidentes de Câmara e Assembleias Municipais dos Concelhos integrantes na Comunidade Urbana.

Paredes, 24 de Abril de 2010

Os eleitos da CDU – Coligação Democrática Unitária na Assembleia Municipal de Paredes

terça-feira, 16 de março de 2010

Não ao PEC


O PCP, face ao anúncio pelo Governo PS, de um conjunto de medidas contra os trabalhadores, o Povo e o País, inseridas no chamado Programa de Estabilidade e Crescimento, vai realizar na próxima terça-feira, dia 16, uma acção de esclarecimento e mobilização dos trabalhadores e das populações contra o PEC, que decorrerá por todo o País.

Com esta iniciativa, o PCP alerta para a perspectiva de retrocesso económico, de degradação e agravamento da situação social que este PEC comporta, nomeadamente através das medidas previstas de corte nos salários e nas despesas sociais, a diminuição nas deduções à colecta de IRS, o aumento da idade da reforma para os trabalhadores da Administração Pública e a privatização de dezenas de empresas estratégicas para a economia nacional como a GALP, a TAP, a REN, os CTT ou empresas participadas da Caixa Geral de Depósitos, com consequências na economia, na qualidade dos serviços e na soberania nacional, tornando ainda mais necessária uma forte resposta de luta dos trabalhadores e do Povo em relação a uma política que, ao contrário do que afirmam o PS, o PSD e o CDS-PP, não é inevitável e está a condenar o país ao declínio.

Esta acção, para a qual foi editado um folheto e dois cartazes sobre o PEC e as propostas do PCP