Ninguém previu a crise», proclamam aos 4 ventos políticos, economistas, comentadores, analistas, jornalistas e tuti quanti. De facto a capacidade de «previsão» dos arautos do capital e dos seus instrumentos é, nalguns casos verdadeiramente fascinante. Exemplo paradigmático é o caso das agências de notação, ditas de «rating»
Vejamos:
Em 2001 a Enron estava cotada como AAA (menção que remete para um baixo risco), 4 dias antes de falir da forma como sabemos ter falido;
Atribuíram uma classificação AAA a centenas de milhares de milhões de dólares de activos duvidosos que se viria a perceber mais tarde serem quase todos lixo tóxico. Dos títulos hipotecários subprime classificados com AAA em 2006, 93% – 93 por cento! - foram agora considerados lixo;
Não previram as implicações da crise das subprimes;
Não previram o afundamento do Lehman Brothers e da AIG;
Não previram o afundamento dos fundos de Bernard Madoff;
Em 2008 classificaram a Islândia com a notação mais elevado: AAA+. Dois dias depois o governo islandês anunciava ao mundo a sua falência;
Não previram as implicações da crise do Dubai;
Não previram as implicações da crise na Grécia;
A dívida nacional dos EUA é de aproximadamente 12 milhões de milhões (trillion) de dólares (embora cresça tão rapidamente que é difícil estabelecer um número exacto). Se todo o dinheiro na posse de todos os bancos, negócios e indivíduos dos Estados Unidos fosse reunido hoje e entregue ao governo dos EUA, não seria suficiente para liquidar a dívida nacional deste país. Notação atribuída? AAA+;
E o PCP? Como se costuma dizer «O PCP previu e preveniu»…
Resolução Política do XV Congresso, em Dezembro de 1996: «Pelo seu volume desmedido, pela tendência a empolar-se cada vez mais, pelo risco aleatório do seu movimento, esse capital fictício financeiro-especulativo faz pairar sobre a economia dos países e do mundo a instabilidade monetária e o perigo de colapsos bolsistas devastadores.» E assistimos à crise «asiática» de 1997/98.
Dezembro de 2000, no XVI Congresso, o PCP afirmava: «Os constantes fluxos de capital-dinheiro, especialmente de curto prazo e de alto risco, provocam uma acrescida instabilidade no funcionamento do sistema financeiro e monetário internacional (…). Mercados bolsistas e imobiliários irracionalmente inflacionados são alimentados por uma insustentável expansão do crédito que potencia o perigo e a dimensão de desastres. (…)». E veio a crise económica de 2001/03.
Resolução Política aprovada, em Novembro de 2004, no XVII Congresso do PCP: «No mercado imobiliário, cujos preços têm vindo a subir a níveis demasiado elevados, subsistem riscos de um ajustamento abrupto com consequências de expressão mundial.». E veio a actual crise iniciada em 2007.
Resolução Política do XVIII Congresso, em Dezembro de 2008: «A resposta do capitalismo à crise em que se debate tende para expressões de força cada vez mais violentas. O que não significa que, quando necessário, como na presente crise, o Estado capitalista não procure recorrer a medidas de tipo keynesiano, visando a salvaguarda dos interesses do grande capital, com os quais a social-democracia se encontra estruturalmente comprometida. É uma perigosa ilusão pensar que, mantendo intocável o poder económico e político do grande capital e a hegemonia do capital financeiro, é possível dar resposta aos anseios dos trabalhadores e dos povos e preservar a Humanidade de terríveis convulsões e regressões de civilização. Só profundas transformações de carácter antimonopolista e anticapitalista impostas e defendidas pelas massas o podem conseguir.»
quinta-feira, 20 de maio de 2010
quarta-feira, 19 de maio de 2010
FRASE DO DIA
"Se estamos mesmo destinados a seguir o caminho dos gregos, então comecemos por envenenar o Sócrates."
terça-feira, 18 de maio de 2010
OS BURROS, O MERCADO DE ACÇÕES E A CRISE
Certo dia, numa pequena e distante vila, apareceu um homem a anunciar que compraria burros a 5 euros cada. Como havia muitos burros na região, todos os habitantes da pequena vila começaram a caça ao burro.O homem acabou por comprar centenas e centenas de burros a 5 euros.Quando os habitantes diminuíram o esforço na caça, o homem passou a oferecer 10 euros por cada burro.
Toda a gente foi novamente à caça, mas os burros começaram a escassear e a caça foi diminuindo. É então que o homem aumenta a oferta para 25 euros por burro, mas a quantidade de burros ficou tão reduzida que já não compensava o esforço de ir à caça. O homem anunciou então que compraria os burros a 50 euros. Mas que teria que se ausentar por uns dias e deixaria o seu assistente responsável pela compra dos burros.
É então que, na ausência do homem, o assistente faz esta proposta aos habitantes da pequena vila:
- Sabeis dos burros que o meu patrão vos comprou? E se eu vos vendesse esses burros a 35 euros cada? E assim que o meu patrão voltar vós podeis vendê-los a ele pelos 50 euros que ele oferece, e ganhais uma pipa de massa!!! Que acham?Toda a gente concordou. Reuniram todas as economias e compraram as centenas de burros ao assistente por 35 euros cada um.
Os dias passaram e eles nunca mais viram o homem nem o seu assistente - somente burros por todo o lado !
Entendem agora como funciona o mercado de acções e porque apareceu a crise?
Toda a gente foi novamente à caça, mas os burros começaram a escassear e a caça foi diminuindo. É então que o homem aumenta a oferta para 25 euros por burro, mas a quantidade de burros ficou tão reduzida que já não compensava o esforço de ir à caça. O homem anunciou então que compraria os burros a 50 euros. Mas que teria que se ausentar por uns dias e deixaria o seu assistente responsável pela compra dos burros.
É então que, na ausência do homem, o assistente faz esta proposta aos habitantes da pequena vila:
- Sabeis dos burros que o meu patrão vos comprou? E se eu vos vendesse esses burros a 35 euros cada? E assim que o meu patrão voltar vós podeis vendê-los a ele pelos 50 euros que ele oferece, e ganhais uma pipa de massa!!! Que acham?Toda a gente concordou. Reuniram todas as economias e compraram as centenas de burros ao assistente por 35 euros cada um.
Os dias passaram e eles nunca mais viram o homem nem o seu assistente - somente burros por todo o lado !

Entendem agora como funciona o mercado de acções e porque apareceu a crise?
domingo, 16 de maio de 2010
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Requerimento à Assembleia Municipal

Cristiano Manuel Soares Ribeiro, eleito pela CDU na Assembleia Municipal de Paredes, no âmbito do Artigo 60.º do Regimento da Assembleia Municipal de Paredes e nomeadamente da sua alínea b), que define os direitos dos membros da Assembleia, requer através da Mesa desta Assembleia ao Executivo Camarário o esclarecimento seguinte:
Recentemente foi apresentado na sessão da Assembleia Municipal de Paredes de 24 de Abril de 2010 um quadro numérico de inscrições nas escolas públicas do Concelho, que segundo o apresentante desmentem as projecções demográficas constantes no projecto de Carta Educativa do Concelho (Volume II), e que condicionou a proposta de reordenamento da rede escolar pública do Concelho de Paredes.
Perante as dúvidas surgidas, pergunta-se:
Qual é a população em idade escolar inscrita e portanto a frequentar as escolas da rede pública do Pré-Escolar (JI) e 1.º Ciclo do Ensino Básico (EB1) do Concelho e sua distribuição por freguesia e nível de ensino?
Paredes, 9 de Maio de 2010
O Eleito da CDU
(Cristiano Ribeiro)
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segunda-feira, 10 de maio de 2010
NOTÍCIAS DO MASTRO
Na sessão da Assembleia Municipal de Jovens de Paredes, ocorrida hoje, Pedro Mendes, o Vice-Presidente da Câmara, afirmou que a ideia da comemoração do Centenário da República com o Mastro da Bandeira partira de “jovens arquitectos de Paredes” (os mesmos que desenharam a nova zona desportiva).
O Presidente da República Cavaco Silva pretenderia comemorar os 100 anos da República procurando financiamento ou subsídio para projectos no valor de 15 milhões de euros junto de mecenas (Bancos, PT, etc). Entre os projectos em análise estava o chamado Mastro de Paredes, que era também uma requalificação arquitectónica de um ponto alto alto na paisagem (serra da Meda?). O milhão de euros previstos neste tão bizarro investimento tinha portanto a benção do senhor Presidente da República.
As “más interpretações” da oportunidade da construção do Mastro levam a que Paredes não vai utilizar nenhum. Mastro, KAPUT!
O Presidente da República Cavaco Silva pretenderia comemorar os 100 anos da República procurando financiamento ou subsídio para projectos no valor de 15 milhões de euros junto de mecenas (Bancos, PT, etc). Entre os projectos em análise estava o chamado Mastro de Paredes, que era também uma requalificação arquitectónica de um ponto alto alto na paisagem (serra da Meda?). O milhão de euros previstos neste tão bizarro investimento tinha portanto a benção do senhor Presidente da República.
As “más interpretações” da oportunidade da construção do Mastro levam a que Paredes não vai utilizar nenhum. Mastro, KAPUT!
quarta-feira, 5 de maio de 2010
VULCÃO SOCIAL

Há um vulcão no nosso país que expele nuvens de produtos tóxicos, toneladas de resíduos patogénios.
Para os que duvidam da sua existência, veja-se a torrencial verbe de Aguiar Branco na cerimónia comemorativa do 25 de Abril na Assembleia da República. Citações aos montes, referências parcelares, sorrisos cúmplices dispersos, Aguiar Branco fez o papel do clown, no tom e no conteúdo, no propósito e no resultado. Aguiar Branco já não fala por si, ele (que perdeu a esperança de um futuro promissor) agora cita e sublinha leituras dispersas. Lenine e Rosa Luxemburgo certamente desdenhariam da perfomance do liberal burguês do Porto.
Para os que duvidam da existência do vulcão, deste recente fenómeno geológico, veja-se a recente divagação do Presidente Cavaco Silva sobre as potencialidades do mar e de um Porto pós-industrial, berço de clusters de criatividade e de cultura. Para apagar a memória das vicissitudes de um ambiente industrial de emprego e alguma pujança de desenvolvimento, Cavaco sugere a alternativa bucólica de um mar azul, de uma Casa de Cultura ou de uma Fundação de Serralves dinâmicas, empreendedoras e criadoras de algumas centenas de empregos. Cavaco, esquecido de uma sua governação, sem piedade para os potenciais de um mar, então não tão azul, em que naúfragos e indústrias de pesca se afundaram no liberalismo emergente, afirma-se agora marinheiro da esperança.
Para os que duvidam da existência do vulcão, veja-se a presença crítica de ex-governantes, ex-ministros das finanças, ex-administradores, em tudo em que é debate, fórum, expressão de opinião conflituante. São inúmeras as presenças, escassas as ideias, rara a genuína assumpção de responsabilidades. Eles teorizam, interpretam, banalizam, aligeiram, radicalizam. A, por tantos falada, crise global esconde a responsabilidade governamental e individual. A personalizada intervenção individual esconde a extensão e profundidade da crise do modelo capitalista. Sócrates e os factores externos escondem-se mutuamente.
Após Cavaco, após Aguiar Branco, após Medina Carreira, Catroga, Pina Moura e Companhia, independentemente da sua omnipresente toxicidade, haverá sempre uma sociedade em que o extinto vulcão há-de permitir o voo normal de uma ave. Ou a vida de um ser humano normal.
Cristiano Ribeiro
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DA LEITURA DE UM DOCUMENTO OFICIAL
O relatório final dos registos das Interrupções de Gravidez, durante o ano de 2009 efectuadas em Portugal, mostra alguns dados significativos.
Foram cerca de 20.000 os abortos legalmente efectuados, com cerca de 96% resultantes de opção da própria mulher, com a aplicação da Lei 16/2007. A grande maioria (cerca de 70%) foram efectuados em Instituições Públicas (Hospitais e Centros de Saúde).
A Zona Norte integra cerca de 4.000 registos de IVG (Interrupção Voluntária de Gravidez). Realço o número realizado nos Centros de Saúde da Região Norte, únicos no País em que há profissionais que se disponibilizaram e especializaram na IVG por via medicamentosa. Assim no Centro de Saúde de Amarante, houve 67 casos, no Centro de Saúde de Penafiel 197 e no Centro de Saúde de Viana do Castelo 144. Para comparação, registe-se a casuística de outros hospitais da região como o Hospital do Alto Minho com 88 casos, Hospital de S. João com 474, Hospital do Padre Américo com 83 e Maternidade Julio Diniz com 862. Os aumentos assinalados (variação de 2008 para 2009) são de 5,2%. As repetições, registadas desde a entrada da Lei, são da ordem dos 5%. Não tem havido mortes maternas em 2008 e 2009.
Foram cerca de 20.000 os abortos legalmente efectuados, com cerca de 96% resultantes de opção da própria mulher, com a aplicação da Lei 16/2007. A grande maioria (cerca de 70%) foram efectuados em Instituições Públicas (Hospitais e Centros de Saúde).
A Zona Norte integra cerca de 4.000 registos de IVG (Interrupção Voluntária de Gravidez). Realço o número realizado nos Centros de Saúde da Região Norte, únicos no País em que há profissionais que se disponibilizaram e especializaram na IVG por via medicamentosa. Assim no Centro de Saúde de Amarante, houve 67 casos, no Centro de Saúde de Penafiel 197 e no Centro de Saúde de Viana do Castelo 144. Para comparação, registe-se a casuística de outros hospitais da região como o Hospital do Alto Minho com 88 casos, Hospital de S. João com 474, Hospital do Padre Américo com 83 e Maternidade Julio Diniz com 862. Os aumentos assinalados (variação de 2008 para 2009) são de 5,2%. As repetições, registadas desde a entrada da Lei, são da ordem dos 5%. Não tem havido mortes maternas em 2008 e 2009.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
PCP toma posição em comunicado sobre acidente ocorrido em escola de Baltar
A Comissão Concelhia de Paredes do PCP tomou conhecimento de um acidente ocorrido na Escola EB2,3 de Baltar em que parte do telhado de um edifício dentro do recinto escolar caiu em cima de alunos, com a necessidade de alguns serem transportados ao hospital.
O PCP exige o apuramento e a responsabilização do ocorrido neste estabelecimento de Ensino Publico. O Ministério da Educação deverá assumir as suas responsabilidades. Compete igualmente às Autarquias, e nomeadamente à Câmara Municipal de Paredes, a responsabilidade por medidas urgentes de vistoria e segurança pois temos a certeza que pelo estado degradradado de parte da Escola é uma questão de tempo lá haver outro acidente.
Este não é o único problema que afecta esta escola, pois o PCP chama atenção da sua má localização devido ao facto de estar junto a Estrada Nacional 15, bastante congestionada de trânsito, o que cria um sério perigo de acidentes.
Acrescem os problemas do transporte escolar insuficiente que expõe dezenas de crianças ao perigo, com o facto do excesso de alunos transportados em cada veículo.
A Comissão Concelhia de Paredes do PCP considera que apesar dos danos pessoais não serem graves, não pode deixar de denunciar a inércia de quem expõe crianças a tamanhos riscos.
Paredes, 29 de Abril de 2010
A Comissão Concelhia de Paredes do PCP
O PCP exige o apuramento e a responsabilização do ocorrido neste estabelecimento de Ensino Publico. O Ministério da Educação deverá assumir as suas responsabilidades. Compete igualmente às Autarquias, e nomeadamente à Câmara Municipal de Paredes, a responsabilidade por medidas urgentes de vistoria e segurança pois temos a certeza que pelo estado degradradado de parte da Escola é uma questão de tempo lá haver outro acidente.
Este não é o único problema que afecta esta escola, pois o PCP chama atenção da sua má localização devido ao facto de estar junto a Estrada Nacional 15, bastante congestionada de trânsito, o que cria um sério perigo de acidentes.
Acrescem os problemas do transporte escolar insuficiente que expõe dezenas de crianças ao perigo, com o facto do excesso de alunos transportados em cada veículo.
A Comissão Concelhia de Paredes do PCP considera que apesar dos danos pessoais não serem graves, não pode deixar de denunciar a inércia de quem expõe crianças a tamanhos riscos.
Paredes, 29 de Abril de 2010
A Comissão Concelhia de Paredes do PCP
quarta-feira, 28 de abril de 2010
O MOCHO
Em Paredes dá-se um fenómeno curioso: há alguém que não desiste de nos contar o que se passa nas reuniões do Executivo e da Assembleia Municipal. Após essas reuniões lá vem a habitual crónica escrita.
Mas esses relatos são tão parciais e tão originais que me obrigam sempre a concluir que o autor de tão peculiares crónicas certamente não consegue ouvir convenientemente o que se passou.
Sinto-me portanto obrigado a propor uma solução logística aos Senhores Presidente da Câmara e da Assembleia Municipal. Por favor, em nome do bom nome dos políticos locais, instalem no meio dos lugares dos vereadores ou das cadeiras dos membros da Assembleia um banquinho para o nosso repórter politico – institucional.
Com um simples banquinho talvez o disparate e a mesquinhez se atenuem.
Apesar de não ter conseguido ser candidato, nem muito menos ser eleito, ele merece pelo menos a solidariedade de um mocho.
* mocho- versão popular de banco de madeira
Mas esses relatos são tão parciais e tão originais que me obrigam sempre a concluir que o autor de tão peculiares crónicas certamente não consegue ouvir convenientemente o que se passou.
Sinto-me portanto obrigado a propor uma solução logística aos Senhores Presidente da Câmara e da Assembleia Municipal. Por favor, em nome do bom nome dos políticos locais, instalem no meio dos lugares dos vereadores ou das cadeiras dos membros da Assembleia um banquinho para o nosso repórter politico – institucional.
Com um simples banquinho talvez o disparate e a mesquinhez se atenuem.
Apesar de não ter conseguido ser candidato, nem muito menos ser eleito, ele merece pelo menos a solidariedade de um mocho.
* mocho- versão popular de banco de madeira
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segunda-feira, 26 de abril de 2010
Recomendação Aprovada na Assembleia Municipal de Paredes
Coligação Democrática Unitária
Paredes
(P.A.O.D.)
PROPOSTA DE RECOMENDAÇÃO
Considerando que:
1.A área abrangida pelas Serras de Santa Justa, Pias, Castiçal, Flores e Banjas que o nosso concelho partilha com. Valongo, Gondomar, Penafiel, possui valores patrimoniais e paisagísticos que importa preservar, requalificar e valorizar;
2.A importância cientifica, ambiental e histórica daquele território, que é um dos mais importantes núcleos naturais da Área Metropolitana do Porto, foi comprovada e reconhecida pela União Europeia que, em 2004, o classificou como Sítio de Importância comunitária, integrado na Rede Natura 2000, reiterando a necessidade de proteger e preservar os habitats naturais, bem como a fauna e flora selvagens;
3. Desde 1975, várias entidades vêm propondo, através de iniciativas diversificadas, a classificação daquelas serras como área de paisagem protegida de âmbito regional, sem que tal objectivo tenha sido concretizado até à presente data;
4. O Plano Estratégico de Ambiente da Área Metropolitana do Porto - conhecido como “Futuro Sustentável” - contempla, no conjunto de acções a desenvolver, a criação da Área de Paisagem Protegida das Serras de Santa Justa, Pias , Castiçal, Flores e Banjas de âmbito regional, a integrar na Rede de Parques Naturais da AMP;
5. Recentemente, a Câmara Municipal de Valongo decidiu avançar, isoladamente, para a criação de uma Área de Paisagem Protegida de Âmbito Local - ao abrigo do Decreto-Lei N.º 142/2008, de 24 de Julho - relativa às Serras de Santa Justa e Pias, que abrange o território da Rede Natura 2000 integrado naquele concelho, alegando que “todas as tentativas de proceder a uma classificação conjunta com os municípios vizinhos, não tiveram prossecução, apesar da autarquia ter apelado ao envolvimento do ICNB e da CCDR-N” e concluindo que “à data de hoje não há qualquer expectativa de uma classificação conjunta”;
6. Está em consulta pública, desde 15 de Fevereiro, a proposta de classificação das Serras de Santa Justa e Pias como Paisagem Protegida Local, decidida pela Autarquia vizinha;
7. Um dos objectivos inscritos nas Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2010, no âmbito do planeamento territorial, é “criar, em conjunto com as Câmaras Municipais de Valongo, Paredes, Penafiel e Gondomar a Área de Paisagem Protegida de Santa Justa”;
8. Urge reforçar as medidas de protecção, definindo e aplicando politicas de conservação da natureza, da biodiversidade e do legado histórico-cultural, que garantam a gestão sustentável de toda a área das Serras de Santa Justa, Pias, Castiçal, Flores e Banjas classificada como Sítio de Importância Comunitária, valorizando o património e o usufruto adequado dos espaços e dos recursos, o que só será possível com a acção concertada dos quatro municípios em que aquele território está integrado. (Valongo, Gondomar, Penafiel, Paredes)
Ao abrigo das disposições legais e regimentais, PROPOMOS:
Paredes
(P.A.O.D.)
PROPOSTA DE RECOMENDAÇÃO
Considerando que:
1.A área abrangida pelas Serras de Santa Justa, Pias, Castiçal, Flores e Banjas que o nosso concelho partilha com. Valongo, Gondomar, Penafiel, possui valores patrimoniais e paisagísticos que importa preservar, requalificar e valorizar;
2.A importância cientifica, ambiental e histórica daquele território, que é um dos mais importantes núcleos naturais da Área Metropolitana do Porto, foi comprovada e reconhecida pela União Europeia que, em 2004, o classificou como Sítio de Importância comunitária, integrado na Rede Natura 2000, reiterando a necessidade de proteger e preservar os habitats naturais, bem como a fauna e flora selvagens;
3. Desde 1975, várias entidades vêm propondo, através de iniciativas diversificadas, a classificação daquelas serras como área de paisagem protegida de âmbito regional, sem que tal objectivo tenha sido concretizado até à presente data;
4. O Plano Estratégico de Ambiente da Área Metropolitana do Porto - conhecido como “Futuro Sustentável” - contempla, no conjunto de acções a desenvolver, a criação da Área de Paisagem Protegida das Serras de Santa Justa, Pias , Castiçal, Flores e Banjas de âmbito regional, a integrar na Rede de Parques Naturais da AMP;
5. Recentemente, a Câmara Municipal de Valongo decidiu avançar, isoladamente, para a criação de uma Área de Paisagem Protegida de Âmbito Local - ao abrigo do Decreto-Lei N.º 142/2008, de 24 de Julho - relativa às Serras de Santa Justa e Pias, que abrange o território da Rede Natura 2000 integrado naquele concelho, alegando que “todas as tentativas de proceder a uma classificação conjunta com os municípios vizinhos, não tiveram prossecução, apesar da autarquia ter apelado ao envolvimento do ICNB e da CCDR-N” e concluindo que “à data de hoje não há qualquer expectativa de uma classificação conjunta”;
6. Está em consulta pública, desde 15 de Fevereiro, a proposta de classificação das Serras de Santa Justa e Pias como Paisagem Protegida Local, decidida pela Autarquia vizinha;
7. Um dos objectivos inscritos nas Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2010, no âmbito do planeamento territorial, é “criar, em conjunto com as Câmaras Municipais de Valongo, Paredes, Penafiel e Gondomar a Área de Paisagem Protegida de Santa Justa”;
8. Urge reforçar as medidas de protecção, definindo e aplicando politicas de conservação da natureza, da biodiversidade e do legado histórico-cultural, que garantam a gestão sustentável de toda a área das Serras de Santa Justa, Pias, Castiçal, Flores e Banjas classificada como Sítio de Importância Comunitária, valorizando o património e o usufruto adequado dos espaços e dos recursos, o que só será possível com a acção concertada dos quatro municípios em que aquele território está integrado. (Valongo, Gondomar, Penafiel, Paredes)
Ao abrigo das disposições legais e regimentais, PROPOMOS:
Que esta Assembleia delibere recomendar à Câmara Municipal o estabelecimento de contactos com as Câmaras Municipais de Valongo, Gondomar, Penafiel com a brevidade possível, para que a Área de Paisagem Protegida que o Município de Valongo pretende criar tenha um âmbito intermunicipal e abranja todo o território das Serras de Santa Justa, Pias, Castiçal, Flores e Banjas, classificado como Sitio de Interesse Comunitário.
Paredes, 24 de Abril de 2010
Os Deputados Municipais
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Moção Aprovada na Assembleia Municipal de Paredes

MOÇÃO
Aprovada em 24 de Abril de 2010
Aprovada em 24 de Abril de 2010
Considerando que:
1. Recentemente, o Governo apresentou às instituições da União Europeia o
Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC). No PEC, entre outras medidas atentatórias do interesse publico, estão previstas um conjunto significativo de privatizações;
2. Uma das privatizações previstas refere-se a linhas suburbanas da Empresa
Comboios de Portugal (CP);
3. As linhas suburbanas do Porto da CP (Aveiro, Braga, Caíde / Marco de
Canavezes, Guimarães e Leixões) são um elemento fundamental para a mobilidade de passageiros e cargas no Distrito do Porto;
4. As linhas suburbanas do Porto correspondem a uma das partes mais rentáveis da empresa CP, ou seja, aliam o cumprimento de uma importante função social a bons resultados financeiros;
5. O papel social da CP e das linhas suburbanas do Porto não é compatível com uma gestão economicista estritamente dirigida para a obtenção de lucros;
6. Todas as medidas previstas no PEC, incluindo as privatizações, serão ainda objecto de discussão e decisão caso a caso do Governo e da Assembleia da
Republica.
A Assembleia Municipal de Paredes do distrito do Porto, reunida em 24 de Abril de 2010, delibera:
Reclamar do Governo que mantenha as linhas suburbanas do Porto integradas na empresa CP e em propriedade pública;
Manifestar aos Grupos Parlamentares na Assembleia da Republica a sua discordância com qualquer perspectiva de privatização das linhas suburbanas do Porto da CP;
Recomendar à Câmara Municipal de Paredes que, no exercício das suas competências, defenda junto do Governo e da opinião pública a salvaguarda das linhas suburbanas do Porto da CP de um eventual processo de privatização;
Enviar cópia desta Moção ao Senhor Primeiro-Ministro, aos Grupos Parlamentares na Assembleia da Republica e aos Senhores Presidentes de Câmara e Assembleias Municipais dos Concelhos integrantes na Comunidade Urbana.
Paredes, 24 de Abril de 2010
Os eleitos da CDU – Coligação Democrática Unitária na Assembleia Municipal de Paredes
1. Recentemente, o Governo apresentou às instituições da União Europeia o
Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC). No PEC, entre outras medidas atentatórias do interesse publico, estão previstas um conjunto significativo de privatizações;
2. Uma das privatizações previstas refere-se a linhas suburbanas da Empresa
Comboios de Portugal (CP);
3. As linhas suburbanas do Porto da CP (Aveiro, Braga, Caíde / Marco de
Canavezes, Guimarães e Leixões) são um elemento fundamental para a mobilidade de passageiros e cargas no Distrito do Porto;
4. As linhas suburbanas do Porto correspondem a uma das partes mais rentáveis da empresa CP, ou seja, aliam o cumprimento de uma importante função social a bons resultados financeiros;
5. O papel social da CP e das linhas suburbanas do Porto não é compatível com uma gestão economicista estritamente dirigida para a obtenção de lucros;
6. Todas as medidas previstas no PEC, incluindo as privatizações, serão ainda objecto de discussão e decisão caso a caso do Governo e da Assembleia da
Republica.
A Assembleia Municipal de Paredes do distrito do Porto, reunida em 24 de Abril de 2010, delibera:
Reclamar do Governo que mantenha as linhas suburbanas do Porto integradas na empresa CP e em propriedade pública;
Manifestar aos Grupos Parlamentares na Assembleia da Republica a sua discordância com qualquer perspectiva de privatização das linhas suburbanas do Porto da CP;
Recomendar à Câmara Municipal de Paredes que, no exercício das suas competências, defenda junto do Governo e da opinião pública a salvaguarda das linhas suburbanas do Porto da CP de um eventual processo de privatização;
Enviar cópia desta Moção ao Senhor Primeiro-Ministro, aos Grupos Parlamentares na Assembleia da Republica e aos Senhores Presidentes de Câmara e Assembleias Municipais dos Concelhos integrantes na Comunidade Urbana.
Paredes, 24 de Abril de 2010
Os eleitos da CDU – Coligação Democrática Unitária na Assembleia Municipal de Paredes
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domingo, 25 de abril de 2010
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