quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Denúncias

A denúncia parece oportuna. Em edifício traseiro á Câmara Municipal de Paredes, está instalado um andaime para uma eventual obra em telhado. Assiste-se á completa impunidade no que respeita às condições de segurança no trabalho. Não há capacetes, coletes, outros equipamentos. O próprio andaime não parece seguro. Tudo isto nas barbas da autoridade, dos responsáveis autárquicos, da Polícia Municipal, da GNR.

Mas não é único. As mesmas vizinhanças da Câmara estão transformadas em comércio ao ar livre de telemóveis, de origem duvidosa, em actividade ilegal. As mesmas autoridades (e outras, como os representantes do comércio local, as finanças) estão caladas, inertes, complacentes.

Irra, chega de incompetência! Ou teremos de emigrar para não ver estas incapacidades, estas irresponsabilidades?

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

HUMOR


O PESO DO DEFICE DA DIVIDA PÚBLICA...

domingo, 7 de novembro de 2010

A GREVE NECESSÁRIA



O dia 24 de Novembro é um dia com significado especial. Aqueles que se sentem agora roubados nos seus salários e nas suas pensões, aqueles que se viram espoliados nos direitos a prestações sociais, no acesso a trabalho com direitos ou ao acesso a serviços públicos de qualidade, terão a oportunidade de fazer valer a sua indignação, a sua revolta, a sua oposição. No dia 24 de Novembro, cada um desses portugueses vítimas da ganância, de usúria do poder, da discriminação e exclusão social, podem com um simples gesto reverter a sua condição: dizer NÃO, dizer colectivamente NÃO.

O dia 24 de Novembro é um dia contra as medidas de austeridade que encostam á parede os que menos têm e menos podem. E que hipotecam o desenvolvimento do país, levam à recessão na economia, aumentam as desigualdades sociais. E provocam o generalizado agravamento da qualidade de vida, com o aumento do IVA e dos preços dos produtos alimentares, dos medicamentos e de serviços prestados na área da saúde, da educação, da energia, dos transportes colectivos, das custas judiciais e outras taxas do Estado.

O dia 24 de Novembro é a votação popular do Orçamento do PS e do PSD, do Mau Orçamento que todos falam, do corte nos salários reais dos trabalhadores do sector público em 2011 entre 3,2% e 13,2%, da redução do pagamento de novas contratações do sector privado em 30 a 40% nos últimos 2 anos. É também um sinal afirmativo da necessidade de se confirmar o salário mínimo de 500 euros em 1/1/2011, exigência inegociável.

O dia 24 de Novembro é também a resistência popular e generalizada contra o desemprego que violenta qualquer trabalhador e empobrece o país, contra o poder económico e financeiro dominante, contra a economia paralela, a fraude e evasão fiscais, as transferências financeiras em direcção aos paraísos fiscais, a favor da tributação das grandes fortunas, dos valores das transações em bolsa e dos produtos de luxo.

O dia 24 de Novembro é um sinal contra as injustiças e um propósito para mudar de politicas. Não se trata de uma simples greve de empresa ou sector, fruto de reivindicações precisas e limitadas. Não se trata de uma oportuna greve de trabalhadores activos, indispensável para garantir condições do presente. Não se trata de uma greve promovida por um sector mais politizado ou mobilizado para a luta.

Trata-se de uma greve nacional, geral, promovida pelas duas confederações sindicais e por muitos sindicatos independentes, que mobiliza os trabalhadores activos, os desempregados, idosos e aposentados, as novas gerações. É um BASTA! incondicional, um MURRO NA MESA vigoroso, um ESTAMOS CÁ! que junta, consciencializa, solidariza os diversos sectores da sociedade, contra o rumo de miséria, de desemprego, de futuro sem esperança.

A coragem também-se se adquire. Ao longo da História, os povos sentiram muitas vezes a necessidade de assumirem o protagonismo, de cortar as amarras que o ligavam á mediocridade das suas elites ou poderes fácticos. E com a razão e o coração, juntos, mesclados em acção coerente, não haverá inimigos ou distrações que lhe determinem o destino.

Cristiano Ribeiro

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Orçamento votado na Generalidade - Homenagem ao valente PSD



            Agarrem-me, se não ...voto a favor"

(retirado do blog O TEMPO DAS CEREJAS)

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Bernardino Soares: Trata os Boys do PS pelos nomes

ERA UMA VEZ...

Na sua habitual homilia dominical na TVI, Marcelo Rebelo de Sousa falou ontem do momento político actual. Ele explica tudo...á Marcelo.

Aos que criticavam o cinzentismo da intervenção de Cavaco Silva na sua cerimónia de apresentação da candidatura, Marcelo sentenciou, sempre sinuoso, mas sempre assertivo: “Cavaco é o que é...”. Assim mesmo. Definitivo. Esclarecedor.

Ainda mal refeitos da profundidade do pensamento, apanhamos logo com aquele trejeito facial que anuncia uma reflexão brilhante. Para os que não veêm em Cavaco qualquer sobressalto, ideia nova, criatividade, para além do auto-elogio serôdio, Marcelo “analisou” com o brilho do costume: “Em tempos de imprevisibilidade geral, os portugueses querem um Cavaco , candidato presidencial, previsível”. Esmagador.

E com loas a Catroga e ao sucesso da reunião “familiar” com Teixeira dos Santos, Marcelo assinala algo que lhe é caro, como a relação entre a evolução da taxa de dívida pública e as expectativas dos “mercados”. Como ele previra, ao acordo sucedera-se a baixa imediata da taxa de dívida pública. Foi dá cá acordo orçamental, toma lá descida da taxa. Os “mercados” são previsiveis, como Cavaco.

Nesta fase, inúmeros portugueses já estariam rendidos à perspicácia do professor.

E mesmo que a taxa de divida publica cresça para os 6% anteriores 48 horas após o acordo PS/PSD, tenho para mim que não é preciso esperar para ouvir a análise de Marcelo de Domingo próximo á noite. Eu sei: os “mercados” não gostaram de não haver registo fotográfico do acordo. Houvesse registo, testemunhas, emoção, uma lágrima, um cordial aperto de mão e certamente os “mercados” não deixariam de presentear os consortes com uma singular oferta, uma oportuna prenda, um libertar do garrote financeiro com que nos presenteiam agora, principes do rigor orçamental e da boa gestão da cousa pública!

Como eu gosto da análise politica de Marcelo! Era uma vez...

COM TODA A CONFIANÇA!

O candidato à Presidência da República apoiado pelo PCP esteve hoje no concelho de Paredes. O dia de Francisco Lopes começou com uma recepção calorosa em Parada de Todeia. Foi recebido pelo presidente da Junta de Freguesia Álvaro Pinto e por centenas de camaradas e amigos, que encheram o auditório da freguesia numa clara manifestação de apoio à única candidatura patriótica e de esquerda.

“Francisco avança com toda a confiança!” foi o slogan entoado em uníssono e em alto som pelos presentes na cerimónia. Depois do discurso de boas-vindas e de apoio à candidatura por parte de Álvaro Pinto, o candidato comunista à Presidência da República no seu discurso, que surpreendeu alguns dos presentes pela sua vivacidade, abordou os problemas que afectam os portugueses, cada vez mais reféns da política de direita levada a cabo pelos sucessivos governos do PS, PSD e CDS.

Referindo-se à questão do Orçamento, Francisco Lopes criticou fortemente as consequências da sua aprovação, afirmando que este “é o orçamento dos especuladores e dos banqueiros contra os trabalhadores e o povo”, sem deixar de lembrar que os outros candidatos à Presidência da República manifestaram o seu apoio a favor do orçamento “que vai agravar ainda mais as condições de vida dos portugueses”.

Afirmou a necessidade de inverter o rumo das linhas políticas que têm vindo a asfixiar o povo enquanto os grupos económicos e os especuladores vêm os seus lucros aumentar. Fez o apelo para que o povo não aceite o discurso que não há nada fazer, mas que lute e dê apoio à sua candidatura, a única que incorporando os valores de Abril se assume capaz de trazer justiça social e desenvolvimento ao país. E por isso “cada apoio, cada voto conta como um contributo capaz de protagonizar uma alternativa a favor do povo português”.


Depois de Parada de Todeia, o candidato rumou a um restaurante de Baltar, onde o esperavam centena e meia de apoiantes.

 




               (Francisco Lopes ladeado por Cristiano Ribeiro e Álvaro Pinto)


Nesta iniciativa, Cristiano Ribeiro, o responsável pela Comissão Concelhia de Paredes e membro da Direcção da Sub-Região do Vale do Sousa e Baixo Tâmega do PCP, tomou a palavra para manifestar o apoio inequívoco do PCP da região à candidatura de Francisco Lopes, aproveitando para abordar algumas lutas levadas pelo Partido, desde a intervenção junto dos trabalhadores de empresas que desrespeitam os direitos laborais até à questão das portagens nas SCUT, passando pela questão dos ataques à Saúde pública e aos encerramentos das escolas.

Francisco Lopes reafirmou os propósitos da sua candidatura sem deixar de criticar as opções do Governo que “em vez de porem Portugal a produzir, geram desemprego e injustiça social. Não podemos aceitar que haja mais de 700 mil desempregados e não se aproveite as potencialidades do país”. Interrompido por diversas vezes pelo entusiasmo dos comensais, o candidato continuou afirmando que “os sucessivos governos não sabem aproveitar os recursos naturais e humanos que temos e só sabem aplicar cortes àqueles que mais necessitam de protecção”. Contudo, “há um caminho alternativo que assenta não no discurso das inevitabilidades mas na luta dos trabalhadores e do povo”.

Por isso apelou à participação na manifestação da Função Pública no próximo sábado, na manifestação de 20 de Novembro contra a realização da cimeira da Nato em Portugal englobada na campanha “Paz sim. Nato não!” e na Greve Geral agendada pela CGTP para o próximo 24 de Novembro.



(público presente no Salão de Festas da Junta de Freguesia de Parada de Todeia)

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

CRÓNICA DE UMA ATITUDE NOJENTA

Os corpos do delito


Não tenho por costume folhetinizar em episódios estas crónicas (como o taoista, chamo-lhes assim porque não sei que nome têm e posto que tenho que chamar-lhes alguma coisa), mas as declarações do "porta-voz oficial da PSP" ao DN acerca da detenção de quatro raparigas e um rapaz da JCP que pintavam um mural na Rotunda das Olaias, em Lisboa, talvez justifiquem, na sua exemplaridade novilinguística, uma excepção.

A PSP considera naturalíssimo e "decorre[nte] das medidas cautelares de polícia" que duas das jovens detidas (menores, tudo o indica) tenham sido obrigadas a despir-se completamente na esquadra. Porque tudo terá tido, pelos vistos, a maior pureza de propósitos: fazer-lhes uma "revista sumária" (imagine-se o que será uma "revista completa") à procura de "armas, de fogo ou brancas" ou "produtos cujo transporte pode ser considerado crime, nomeadamente drogas".

Dir-se-ia, pois, que é rotina da PSP, de modo a pôr a nu todas as suspeitas possíveis sobre comuns cidadãos "conduzidos à esquadra", pedir-lhes o BI e mandá-los logo pôr-se em pelota. Talvez seja, mas, a crer no que se passou, será só com jovens raparigas, já que, no caso, os agentes se dispensaram de qualquer actividade por assim dizer investigatória no corpo do rapaz. Aparentemente, nem as mochilas do grupo terão sido revistadas. Só os corpos das jovens.

Há-de ter havido um bom motivo para isso. Talvez até mais do que um.

(Manuel António Pina, em JN de 29 de Outubro de 2010)

concerto


                                                                                                                                                               
CINEMA BATALHA
   PORTO          14 Novembro    pelas 17horas


CONCERTO
 
PELA PAZ! NÃO À NATO

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Vontade de ferro, Via do futuro


Aumenta a adesão à declaração conjunta de apoio á GREVE GERAL




A declaração conjunta de sindicatos do sector dos transportes e comunicações teve a adesão do SNAQ - Sindicato Nacional de Quadros Técnicos, que manifesta apoio ao conteúdo da mesma e também ao grupo de trabalho criado, que reúne no próximo dia 3 de Novembro, pelas 15 horas na sede do SMAQ.


Esta declaração continua aberta a outras adesões e já foi subscrita pelas seguintes organizações:

FECTRANS - Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações

STRUP - Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal

STTM - Sindicato dos Trabalhadores da Tracção do Metropolitano

SNM - Sindicato Nacional de Motoristas

SITEMAQ - Sindicato de Mestrança e Marinhagem da Marinha Mercante, Energia e Fogueiras de Terra

STFCMM - Sindicato dos Transportes Fluviais, Costeiros e da Marinha Mercante

SIMAMEVIP - Sindicato dos Trabalhadores da Marinha Mercante, Agências de Viagem, Transitários e Pesca

SENSIQ - Sindicato de Quadros

SINDEM - Sindicato da Manutenção do Metropolitano

SITRA - Sindicato dos Trabalhadores de Transportes

SIOFA - Sindicato Independente dos Operacionais Ferroviarios e Afins

SNTCT - Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações

SNTSF - Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário

ASPTC - Associação Sindical do Pessoal de Tráfego da Carris

SITAVA - Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos

SMAQ - Sindicato dos Maquinistas do Caminho de Ferro

SINTTAV - Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual



terça-feira, 19 de outubro de 2010

Francisco Lopes em Paredes e Penafiel

Francisco Lopes, candidato à Presidência da República apoiado pelo Partido Comunista Português, estará no Concelho de Paredes no próximo dia 31 de Outubro (Domingo). O programa da visita será o seguinte:

11h – Sessão Pública na Junta de Freguesia de Parada de Todeia

12h30 - Almoço com apoiantes em Baltar (Restaurante “O Zangão”)

14h30 – Caravana e visita à festa de São Simão

Os interessados em participar no almoço poderão inscrever-se junto dos membros/responsáveis pelas organizações locais do PCP.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Sobre uma ficção chamada economia portuguesa para 2011

Os últimos dados sobre as perspectivas macroeconómicas de Portugal, fornecidos pelo Ministério das Finanças na apresentação do Orçamento de Estado para 2011 (julga-se que são os últimos, sendo das 15 horas de sábado, depois de sucessivamente adiados e alterados até essa hora…) são verdadeiramente de susto.

Não só pelo que são como expressão de uma política que prossegue, anti-social, obediente a “mercados”, bancos e banqueiros, e violenta, mas também como exercício técnico.

Logo a primeira linha é falaciosa (ou deveria dizer falsa?!). O crescimento do PIB de 0,2% é – nesta estratégia que se reflecte nas outras linhas – algo em que ninguém pode acreditar, é desmentido por todas as outras fontes. Se o governo puder concretizar as medidas a que obedientemente se propõe, o PIB não estagnará mas descerá (cresce para baixo!), o que irá ainda mais agravar todas as taxas que terão o PIB como denominador e que se intentam melhorar: o défice, a dívida.

As duas linhas seguintes apresentam números da maior relevância social. Segundo eles, os consumos irão diminuir, o privado 0,5% e o público 8,8 (!), sendo este, além de um dos dados que o governo pode directamente determinar, verdadeiramente assustador (e provocará a queda do consumo privado, pois não se pagando aos funcionários as famílias não consomem), e isto resultará da quebra do investimento em 2,7%, pois o Estado não investirá e os investidores significativos andam por outras "praias de fora", e aqui não investem nem pagam impostos com o pretexto de que, se tivessem de pagar, não ficariam cá… onde não ficam!

Daqui, resultará a quebra da procura interna em 2,5%, mais umas facadas no sr. Keynes que salvou a economia capitalista com aquela coisa da procura efectiva, agora transformada em desefectiva porque deixou de haver oferta e procura... e só há “mercados”!

As duas linhas seguintes são de sinal contrário. A das importações tem de mostrar descida e a das exportações tem de mostrar subida e significativa. Só que, se se podem impedir as importações, não se vê como conseguir concretizar aquele volume de exportações se os actores que o podem fazer estão na “mesma onda” de dificultar as suas importações.

Tudo isto, em resumo, quer dizer (por outra ordem) que:

•Não se investe,
•pouco se produz,
•dificulta-se a importação,

•não se consome,

•exporta-se o que for possível, desde que se consiga encontrar quem importe.


Em complemento:


•A taxa de desemprego continua a subir, ou até dispara,
•não se resolve o problema do endividamento, até se agrava!


O que vale é que tudo isto (e não a economia portuguesa) é ficção se nós quisermos e pusermos Portugal a Produzir!

(em Blog Anónimo século XXI)

humor da crise


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

INFORMAÇÃO

Folha informativa N.º 6 /2010

Comissão Desenvolvimento Regional PCP-DORP

Desemprego em Agosto: Crescimento homólogo e Crescimento no mês

Os números do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) continuam a mostrar que o flagelo do desemprego, ao contrário do que querem fazer crer os governantes, não dá mostras de inverter o seu ciclo de crescimento. Em Agosto, mês em que o Eurostat informou que Portugal atingiu o recorde histórico de 11,0% na sua taxa de desemprego, existiam em Portugal quase 550 mil desempregados, o que significa uma subida, face ao mesmo mês do ano anterior, de 9,6%, e um acréscimo de 0,3% em relação ao mês precedente.
Também na região Norte e no distrito do Porto o crescimento se regista nas duas vertentes. Embora a subida homóloga seja ligeiramente mais baixa do que a média nacional (8,6% no Norte e 8,0% no distrito do Porto), a subida mensal foi mais acentuada (0,9% e 0,8%, respectivamente). Porém, e como é habitual, as realidades concelhias são bastante díspares, verificando-se subidas bastante mais significativas em determinados municípios, normalmente situados no interior do distrito, onde a crise bate mais forte. Acima da média nacional, houve um crescimento homólogo de 11,5% em Baião, 15,6% no Marco de Canaveses, 10,1% em Penafiel, 10,4% em Valongo e 12,3% em V. N. de Gaia. Invulgar o facto de em Felgueiras se ter registado uma descida homóloga de 2,1%, facto único a nível do distrito e seguramente raro a nível nacional. Em termos mensais, de salientar a subida significativa, e bastante
acima da média nacional e mesmo distrital, de Paredes (1,6%), Santo Tirso (2,3%), Trofa (2,8%), Valongo (2,0%) e V. N. De Gaia (1,7%).

Desemprego feminino e Desemprego de de longa duração: a mesma tendência de agravamento

Depois de analisarmos os valores do desemprego através dos números do IEFP, é importante olhar com atenção algumas das vertentes analisados por aquela instituição e que revelam situações que se agravam continuamente. Assim, observemos o que se passa com o desemprego das mulheres e o de longa duração (acima de um ano).
No que respeita ao desemprego feminino verifica-se que, dentro deste flagelo social, são as mulheres as que mais sofrem as agruras do desemprego. Dos 549 654 desempregados existentes em Portugal, no final de Agosto, 301 311 são mulheres, ou seja, 54,8% do total. Mas esta proporção é agravada na região Norte onde 58,1% do desemprego é feminino, sendo de 57,4% no distrito do Porto. Isto significa que mais de metade dos desempregados são mulheres, embora, analisando, os números concelhios se registam situações perfeitamente aberrantes e que atingem valores que ultrapassam os dois terços no desemprego feminino. Baião (74,9%), Amarante (70,5%), Marco de Canaveses (67,0%) e Trofa (65,1%) são as situações de maior desigualdade no desemprego por género.
Por outro lado, outro fenómeno que se agrava dia a dia e que deveria merecer uma atenção muito particular dos poderes públicos é o que sucede com os que se encontram desempregados há mais de um ano. E acreditamos que estes números do IEFP devam estar calculados por defeito porque é nesta faixa de desemprego onde mais se faz sentir a desistência, de que resulta o seu apagamento das estatísticas. O quadro dá nota dos números de Agosto de 2009 e 2010 onde é visível o crescimento exponencial do desemprego de longa duração, mais evidente a Norte e no distrito do Porto.

Desemprego de longa duração

Para além do facto de trabalhadores que estão desempregados há mais de um ano já serem mais de 40% do total do desemprego em Portugal (50% no distrito do Porto), regista-se um enorme crescimento no espaço de um ano. O acréscimo entre 2009 e 2010 ultrapassa, em qualquer dos casos, os 35%, um número inconcebível (no mesmo período, como vimos, o desemprego total subiu 9,6%).
Como sempre, se analisarmos os números concelhios verificamos situações ainda mais dramáticas, como são os exemplos de Santo Tirso onde o desemprego de longa duração representa 57,4% do total, da Trofa (55,4%), de V. N. de Gaia (54,9%) e Baião (53,1%).

Diminuição do emprego em Portugal atingiu 1,5 % no 2º trimestre deste ano

O Eurostat, na sua análise ao emprego no 2º trimestre de 2010, conclui que Portugal teve um decréscimo homólogo de 1,5% (o 5º mais elevado da zona euro), e uma descida face ao trimestre anterior de 0,6%. Isto num quadro de estabilização do emprego na UE, onde se registou uma ligeira baixa homóloga de 0,6%, mas uma variação nula em relação ao trimestre precedente.
Mais grave o facto de, desde o 3º trimestre de 2009 Portugal estar a perder emprego sucessivamente, face ao trimestre homólogo. Assim, no 3º trimestre de 2009 a quebra foi de 3,1%, no 4º trimestre do mesmo ano foi de 2,8%, no 1º de 2010 de 1,7% e, agora, no 2º deste ano, de 1,5%. A destruição de emprego é constante, conduzindo, entre outras consequências, a um contínuo aumento do desemprego, para o qual o quadro político vigente não oferece soluções.

2010 Setembro

sábado, 9 de outubro de 2010

Concerto comemorativo do Centenário do Mosteiro de Cete como Monumento Nacional


Decorreu hoje (9 de Outubro) e foi uma cerimónia bastante bem conseguida. Contou com a ausência dos autarcas com mais responsabilidade no Concelho (ah, se fosse na campanha eleitoral ou se fosse um jogo de futebol...)

Comentário:
Relembra-se que a sua realização resultou em grande parte do alerta do PCP Paredes para a necessidade de se assinalar a data. A Junta de Freguesia de Cete e a Rota do Românico compreenderam a necessidade e claramente estiveram bem. O Sr. Manuel Ferreira Coelho, ilustre cetense, colaborou acertadamente divulgando parte dos seus estudos sobre o Mosteiro. O Sr. Padre da Freguesia também esteve presente e empenhado. A parte cultural foi muito enriquecida com a intervenção brilhante do Grupo Coral litúrgico de Cete e do Orfeão de Rio Tinto. O Povo acorreu em bom número.

Das ausências, sublinha-se a dos autarcas mais importantes do Concelho (uma razia...), do vereador da Cultura da Câmara, da Deputada residente em Cete, de personalidades com curriculo na defesa do património e da cultura, de responsáveis políticos, da comunicação social local e regional, de professores, da própria Igreja. Não estiveram, nem se fizeram representar. Afinal a defesa e promoção do património histórico e cultural para a elite política e social de Paredes não passa de um adereço a colocar em momentos oportunos.  
Quem não tem cultura histórica e não preza a identidade das suas gentes, não passará de um vendedor de ilusões, quando se pretende um criador de futuro.